Ex-ginasta encontra pesquisadora Tatiana Sampaio e se emociona com avanços da polilaminina. Saiba o que ela disse e por que a ciência brasileira é uma esperança.
Olyvio Marques
Editor · Notícias · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Atualizado em 22 de junho de 2026. A ex-ginasta Lais Souza, tetraplégica desde um acidente de esqui em 2014, renovou a esperança de milhões de pessoas ao se encontrar com a cientista Tatiana Sampaio, responsável por uma pesquisa promissora sobre lesões medulares. Em um relato emocionante, Lais afirmou que, após 12 anos acompanhando estudos globais, a pesquisa brasileira com a polilaminina foi a primeira a despertar um sentimento único. "Nunca, nem nos meus melhores sonhos, imaginei que essa luz estaria tão perto. Aqui na nossa casa, no nosso país", declarou a ex-atleta.
O encontro entre Lais Souza e a pesquisadora Tatiana Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), foi um marco para a ex-ginasta. Em suas redes sociais, ela expressou a profunda admiração pelo trabalho da cientista, que desenvolveu a polilaminina, uma molécula com potencial para regenerar conexões da medula espinhal.
"Em 12 anos de lesão, acompanhei inúmeros estudos ao redor do mundo. Li artigos, vi reportagens, ouvi especialistas, mas sem criar expectativas. Nenhum deles tinha despertado em mim o que senti ao conhecer a polilaminina", relatou Lais, conforme publicado pela revista Glamour. A ex-atleta fez questão de agradecer pessoalmente a Sampaio pelos anos de dedicação à pesquisa.
Recentemente, Lais Souza emocionou o público ao aparecer em pé durante o evento Brazilian Engineering Awards 2026 para homenagear Tatiana Sampaio. No entanto, é crucial esclarecer que o feito foi possível graças a uma órtese, um dispositivo de tecnologia assistiva que dá suporte ao corpo, e não por resultado de um novo tratamento.
A assessoria da ex-ginasta confirmou à Veja Saúde que ela nunca utilizou a polilaminina. O uso de órteses faz parte de sua rotina de fisioterapia há mais de uma década. Durante o evento, a própria Lais expressou seu desejo para o futuro: "Eu espero que a gente possa fazer parte; que eu esteja viva e que eu possa entrar nesse palco, em outro momento, me mexendo de verdade. [...] Com meus próprios movimentos".
Não. A equipe de Lais Souza confirmou que ela nunca fez uso da substância. Atualmente, os estudos clínicos são focados em lesões agudas (recentes), enquanto o caso de Lais, ocorrido em 2014, é considerado crônico e não se enquadra nos critérios da pesquisa, segundo especialistas.
É uma molécula estudada pela equipe da pesquisadora Tatiana Sampaio, da UFRJ, com potencial para estimular a reconexão de neurônios após lesões na medula espinhal. A substância é considerada um avanço promissor no campo da neuroregeneração.
A ex-atleta utilizou uma órtese, um dispositivo de tecnologia assistiva que oferece suporte ao corpo. Essa prática faz parte de sua rotina de fisioterapia há anos e não tem relação com novos medicamentos. A aparição pública ocorreu durante um evento em que homenageou a cientista Tatiana Sampaio.
Lais Souza continua sendo um símbolo de resiliência e esperança. Embora o tratamento com polilaminina ainda não seja uma realidade para lesões crônicas como a sua, seu apoio e otimismo cauteloso em relação à pesquisa brasileira inspiram e dão visibilidade à importância da ciência nacional. A jornada da ex-ginasta destaca tanto os desafios quanto os avanços na busca por uma melhor qualidade de vida para pessoas com lesão medular.
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