Novas áreas em Santa Cruz do Sul foram declaradas de utilidade pública para o avanço da duplicação da RSC-287. Saiba quais trechos serão afetados.
Olyvio Marques
Editor · Notícias · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
O Governo do Rio Grande do Sul autorizou a desapropriação de novas áreas em Santa Cruz do Sul para dar continuidade às obras de duplicação da RSC-287. A medida, oficializada por decreto nesta terça-feira (25), permite que a concessionária Rota de Santa Maria avance com os procedimentos necessários no trecho de Linha Pinheiral. Atualizado em 25 de agosto de 2026.
O decreto, assinado pelo governador Eduardo Leite, declara de utilidade pública duas áreas específicas para a execução das obras. Conforme a publicação no Diário Oficial do Estado, as desapropriações ocorrerão no trecho identificado como ST5, entre os quilômetros 91+420 e 97+700, em Santa Cruz do Sul.
As áreas designadas, chamadas de "áreas complementares 6", estão localizadas na pista leste e totalizam pouco mais de 1.250 metros quadrados, divididos em:
Com a autorização, a concessionária Rota de Santa Maria, responsável pela rodovia, poderá iniciar os processos de desapropriação, cujos custos ficarão a seu cargo, conforme estabelecido no decreto.
A duplicação da RSC-287 é um dos principais projetos de infraestrutura do estado, abrangendo 204 quilômetros entre Tabaí e Santa Maria. O contrato de concessão, com duração de 30 anos, prevê um investimento total de R$ 3,8 bilhões para a modernização completa da via, segundo o governo estadual.
O projeto tem avançado com entregas parciais. Em janeiro de 2026, o governador Eduardo Leite entregou um trecho duplicado de 6,2 quilômetros em Tabaí. Essa entrega se somou a outros 6 quilômetros finalizados em setembro de 2025, sendo quatro em Santa Cruz do Sul e dois na zona urbana de Tabaí.
O cronograma das obras foi impactado pelas enchentes de 2024, que causaram danos severos em diversos pontos da rodovia. Trechos críticos em Mariante (Venâncio Aires) e Candelária foram destruídos, exigindo a elaboração de novos projetos para reconstrução com estruturas mais resilientes, como pistas mais altas.
Atualmente, a concessionária e o governo trabalham na recuperação desses pontos, incluindo as pontes sobre o Arroio Grande e o Arroio Barriga, que seguem novos parâmetros de engenharia para evitar futuros danos.
A duplicação é de responsabilidade da concessionária Rota de Santa Maria, do Grupo Sacyr, por meio de um contrato de concessão de 30 anos firmado com o governo do Rio Grande do Sul.
O investimento estimado para todo o período da concessão é de R$ 3,8 bilhões, destinados à duplicação integral dos 204 quilômetros, manutenção e implantação de novas estruturas.
Já foram entregues trechos duplicados em Tabaí (segmento rural e urbano) e em Santa Cruz do Sul, totalizando mais de 12 quilômetros, com obras finalizadas entre setembro de 2025 e janeiro de 2026.
A autorização para novas desapropriações é um passo fundamental para o avanço contínuo da duplicação da RSC-287. A medida permite que a concessionária Rota de Santa Maria prossiga com as obras em Santa Cruz do Sul, contribuindo para a modernização de um dos corredores logísticos mais importantes do Rio Grande do Sul, aumentando a segurança e a capacidade de tráfego na região.
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