CEO da Meta revelou em reunião interna que o desenvolvimento de agentes de IA não atingiu a velocidade esperada após reestruturação e demissões. Entenda o cenário.
Olyvio Marques
Editor · Notícias · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Mark Zuckerberg, CEO da Meta, expressou insatisfação com o lento progresso da inteligência artificial (IA) na empresa, afirmando que o desenvolvimento de "agentes de IA" não acelerou como o esperado nos últimos quatro meses. A declaração foi feita durante uma reunião interna, cujo conteúdo foi obtido pela agência Reuters. Atualizado em 10 de julho de 2026.
A frustração de Zuckerberg ocorre após uma profunda reorganização na Meta, que incluiu a demissão de cerca de 8 mil funcionários e a realocação de outros 7 mil para equipes focadas em IA em maio. Segundo o CEO, o processo não foi tão "limpo" quanto poderia ter sido, e os executivos calcularam mal o momento das mudanças. A aposta na nova estrutura, portanto, "ainda não se concretizou", disse ele.
A reestruturação foi motivada pelo temor dos executivos de que a empresa não estivesse se adaptando com rapidez suficiente às novas tecnologias. Conforme relatos, havia um grande otimismo no início do ano com ferramentas externas, como o Claude Code da Anthropic, que se esperava que impulsionassem o desenvolvimento interno, o que não aconteceu na velocidade projetada.
Apesar dos obstáculos, a Meta mantém seus planos agressivos de investimento. A empresa planeja gastar até US$ 145 bilhões em infraestrutura de IA apenas neste ano, uma fatia considerável do investimento total de mais de US$ 700 bilhões das gigantes de tecnologia na área. Zuckerberg permanece otimista, afirmando que espera colher "benefícios mais significativos" dos investimentos em IA nos próximos três a seis meses.
Ele admitiu em uma reunião interna que o desenvolvimento de agentes de IA não acelerou como o esperado nos últimos quatro meses, mesmo após uma grande reestruturação na empresa para priorizar a tecnologia.
A empresa demitiu aproximadamente 10% de sua força de trabalho (cerca de 8 mil pessoas) e realocou outros 7 mil funcionários para equipes dedicadas à inteligência artificial em maio.
Apesar do progresso lento, Mark Zuckerberg declarou que espera que a empresa comece a ver retornos significativos de seus investimentos em IA dentro de três a seis meses.
A admissão de Mark Zuckerberg expõe os desafios enfrentados pela Meta em sua transição para se tornar uma líder em inteligência artificial. Mesmo com investimentos massivos e uma reestruturação drástica, a empresa ainda luta para transformar seus planos em progresso acelerado, colocando em xeque a narrativa de uma revolução tecnológica imediata e sem atritos.
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