Filhote de beija-flor resgatado em Presidente Prudente (SP) recebe cuidados especiais, mas sua recuperação é lenta e a soltura na natureza ainda é incerta.
Olyvio Marques
Editor · Meio Ambiente · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Atualizado em 3 de julho de 2026. O filhote de beija-flor resgatado em 12 de maio pelo veterinário Luís Felipe Zulim, em Presidente Prudente (SP), apresenta uma evolução "constante, mas ainda um pouco lenta", segundo o profissional. Apelidado de "Zulinho", a ave recebe cuidados intensivos, mas seu retorno à natureza ainda é uma incógnita devido ao ritmo de seu desenvolvimento.
Desde o resgate, quando foi encontrado fraco em um ninho que caiu de uma árvore, o filhote tem mostrado sinais de melhora. "Ele começou a empenar e ficar colorido, mas ainda faltam lugares, como no pescoço, para crescer peninhas", afirmou Zulim em entrevista ao G1. A ave, que antes precisava ser alimentada a cada 20 ou 30 minutos, agora tem uma alimentação mais espaçada e já consegue se alimentar sozinha em alguns momentos.
Os cuidados diários incluem "banho de sol" e treinos em um poleiro para fortalecer as patas. O filhote também já está tentando dar seus primeiros voos, um marco importante em sua recuperação, conforme relatado pelo veterinário.
Apesar dos avanços, o caminho para a reabilitação completa é desafiador. Zulim expressa incerteza sobre a possibilidade de soltura. "Confesso que não sei se ele estará totalmente apto para viver sozinho na natureza, só o tempo dirá por causa da evolução lenta e da demora para o empenamento completo", declarou ao G1.
Uma das principais preocupações é a dieta. Na natureza, beija-flores consomem uma grande quantidade de mosquitos, algo inviável de replicar em cativeiro. Acredita-se que a falta desse alimento específico, somada às temperaturas frias, tenha retardado o desenvolvimento da ave.
Para garantir o bem-estar de Zulinho, o veterinário improvisou uma estrutura completa. A "casa" do filhote é um celeiro de brinquedo de sua infância, com cerca de 25 anos, adaptado com um aquecedor de tomada para manter a temperatura ideal. No início, a ave foi alimentada com água e açúcar para ganhar energia, mas logo passou a receber uma papinha específica para a espécie, após pesquisa e consulta com especialistas em animais silvestres.
O filhote foi resgatado pelo veterinário Luís Felipe Zulim em 12 de maio, em Presidente Prudente (SP), após um galho com seu ninho ser cortado de uma árvore.
A ave, apelidada de Zulinho, apresenta uma evolução constante, mas lenta. Já está ganhando penas coloridas, tentando voar e se alimentando com mais independência, mas seu desenvolvimento completo ainda é incerto.
A orientação de especialistas, como a médica-veterinária Amanda Abonizio, é observar a situação antes de intervir, pois nem todo filhote sozinho está abandonado. Se o animal estiver ferido ou em risco, deve ser colocado em uma caixa aquecida e silenciosa, e um órgão ambiental ou um veterinário de silvestres deve ser acionado.
A jornada de Zulinho destaca a dedicação do veterinário Luís Felipe Zulim e os complexos desafios da reabilitação da fauna silvestre. Enquanto a ave continua a se fortalecer sob cuidados intensivos, seu futuro permanece incerto, dependendo de uma evolução que, embora constante, segue um ritmo lento e delicado.
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