Balanço da Casa Civil revela que operações contra o garimpo ilegal na Terra Yanomami já destruíram R$ 746 milhões em equipamentos e estruturas. Saiba mais.
Olyvio Marques
Editor · Meio Ambiente · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
As ações coordenadas do governo federal na Terra Indígena Yanomami já causaram um prejuízo estimado de R$ 746 milhões ao garimpo ilegal. A informação, divulgada pela Casa Civil, indica que, neste ritmo, as perdas para os criminosos podem alcançar R$ 1 bilhão até o final do ano. Atualizado em 5 de julho de 2026.
A ofensiva governamental, coordenada pela Casa de Governo em Roraima, reúne mais de 30 órgãos federais e estaduais, incluindo a Polícia Federal e o Ibama. O foco principal é desmontar a estrutura logística que sustenta a atividade criminosa, conforme detalhado pela Casa Civil. Isso envolve a destruição de balsas, máquinas pesadas, motores, pistas de pouso clandestinas e acampamentos.
Segundo Nilton Tubino, diretor da Casa de Governo, o objetivo é o "sufocamento financeiro das atividades criminosas para garantir a saúde, a dignidade e a cultura das comunidades indígenas". As operações não se limitam ao interior do território, atuando também em pontos de apoio logístico em cidades como Boa Vista.
Além do impacto financeiro, as operações apresentaram resultados significativos na redução da atividade garimpeira. Dados apresentados na Câmara dos Deputados apontam uma diminuição de 92% na abertura de novas áreas de garimpo desde 2022 e uma redução de 66% na área de garimpo ativo em 2024. O Ibama também destacou uma queda de 85% na área desmatada para mineração entre 2021 e 2023.
O balanço das operações inclui a inutilização de uma vasta gama de equipamentos essenciais para os garimpeiros. Somente na última semana de junho, foram destruídos:
Dados acumulados também registram a apreensão de 138,8 kg de ouro, 229,5 kg de mercúrio e 178,3 kg de cassiterita, desarticulando a cadeia produtiva do crime.
Até o momento, o prejuízo estimado ao garimpo ilegal é de R$ 746 milhões, com projeção de alcançar R$ 1 bilhão até o final do ano, segundo a Casa Civil.
As operações visam destruir a infraestrutura e a logística dos invasores, inutilizando balsas, aeronaves, tratores, motores e pistas clandestinas, além de bloquear o fornecimento de combustível e suprimentos.
A Terra Yanomami, localizada entre Amazonas e Roraima, abriga uma população estimada em 31 mil indígenas, distribuídos em mais de 300 aldeias, segundo o Distrito Sanitário Especial Indígena.
As ações integradas do governo na Terra Yanomami demonstram um esforço contínuo para desmantelar as operações de garimpo ilegal, impondo perdas financeiras expressivas e reduzindo a área de exploração. A estratégia de sufocamento logístico, aliada à destruição de equipamentos, tem se mostrado eficaz para reverter o quadro de degradação ambiental e proteger as comunidades indígenas que vivem no território.
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