Operação na Terra Indígena Sararé (MT) supera 90 dias e causa prejuízo de R$ 100 mi ao crime. Entenda como a ação inutiliza a infraestrutura ilegal.
Olyvio Marques
Editor · Meio Ambiente · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Atualizado em 29 de junho de 2026. Uma megaoperação das forças federais na Terra Indígena Sararé, em Mato Grosso, destruiu 35 bunkers e 33 túneis usados pelo garimpo ilegal. A ação, que já ultrapassa 90 dias, visa desarticular a infraestrutura criminosa e impedir o retorno dos garimpeiros à região, segundo balanço divulgado pelo governo federal.
A ofensiva contra a exploração ilegal de ouro já causou um prejuízo estimado em mais de R$ 100 milhões aos criminosos. A operação é conduzida por equipes da Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Ibama, Funai e Força Nacional de Segurança Pública (FNSP). Além das estruturas subterrâneas, foram inutilizados ou apreendidos diversos equipamentos, conforme detalham as fontes oficiais.
Os garimpeiros utilizavam táticas de camuflagem para manter a atividade ilegal e dificultar a fiscalização. Os bunkers serviam para esconder equipamentos pesados, permitindo uma rápida retomada das atividades após a saída das equipes de segurança. Já os túneis subterrâneos eram usados para acessar veios de ouro longe da superfície, tornando a localização das frentes de exploração mais difícil.
A destruição dos túneis é uma fase crucial da operação, realizada por um grupo especializado em bombas e explosivos da Polícia Federal. "Inicia-se com a inspeção de segurança dos túneis e a perfuração do solo para a implantação dos explosivos, a fim de provocar o colapso dos túneis", explicou o delegado da PF, Rodrigo Vitorino. Segundo ele, o objetivo é inviabilizar definitivamente o retorno dos garimpeiros.
O coordenador-geral da desintrusão, Nilton Tubino, reforçou que a estratégia atual combina novas incursões com a completa inutilização da infraestrutura criminosa já mapeada, impedindo que as áreas sejam reocupadas.
A Terra Indígena Sararé está localizada no estado de Mato Grosso e abrange uma área de 67 mil hectares. O território, homologado em 1985, abriga uma população de 201 indígenas do povo Nambikwara, distribuídos em sete aldeias. Estima-se que 4.200 hectares da área foram atingidos pela atividade garimpeira ilegal.
A operação é uma ação conjunta do Governo do Brasil e envolve a Força Nacional de Segurança Pública (FNSP), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a Polícia Federal (PF) e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).
O objetivo é eliminar completamente a infraestrutura usada pelos criminosos para esconder equipamentos e extrair ouro ilegalmente. Ao destruir essas estruturas, as forças de segurança visam impedir o retorno dos garimpeiros e inviabilizar financeiramente a retomada da atividade na Terra Indígena Sararé.
A operação na TI Sararé representa um duro golpe contra o garimpo ilegal, focando não apenas na retirada dos invasores, mas na destruição da infraestrutura que sustenta a atividade criminosa. As ações coordenadas das forças federais buscam garantir a proteção do território indígena e a preservação ambiental da região, que tem sofrido com os conflitos e a degradação causados pela exploração ilegal de ouro.
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