Conheça a Melipona mondury, a abelha sem ferrão da Mata Atlântica. Saiba como ela constrói entradas de cera e seu papel vital na polinização do bioma.
Olyvio Marques
Editor · Meio Ambiente · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
A Melipona mondury, popularmente conhecida como Uruçu-Amarela ou Bugia, é uma espécie de abelha sem ferrão nativa da Mata Atlântica que ganhou notoriedade por sua complexa engenharia natural. Além de produzir um mel valorizado e um geopropólis com propriedades medicinais, esta abelha constrói ninhos com entradas de cera características para proteger a colônia. Atualizado em 27 de junho de 2026.
A Melipona mondury é uma abelha nativa do Brasil, endêmica da Mata Atlântica, com ocorrência registrada desde a Bahia até o Rio Grande do Sul. De acordo com a enciclopédia colaborativa Wikipédia, é uma abelha de porte grande para sua tribo, com operárias medindo entre 10 e 12 milímetros. Sua principal característica é a coloração amarelo-dourada com pelos brilhantes, que inspira seu nome popular, Uruçu-Amarela, derivado do tupi-guarani para "abelha grande".
Como outras espécies do grupo dos meliponíneos, ela não possui ferrão funcional, sendo dócil e ideal para a criação em meliponários, tanto em áreas rurais quanto urbanas, conforme detalhado pelo portal Abelhas Nativas Brasil.
Um dos aspectos mais fascinantes da Melipona mondury é sua habilidade de construção. A espécie nidifica em ocos de árvores, onde constrói uma estrutura interna organizada com potes para mel e pólen. Segundo o portal Abelhas Nativas Brasil, a colônia é protegida por uma entrada construída com cerume, uma mistura de cera e resina. Essa arquitetura não apenas regula o acesso ao ninho, mas também o defende de predadores e variações climáticas.
Além da cera, a espécie produz um geopropólis que, segundo estudos citados na Wikipédia, apresenta atividades antioxidante, antibacteriana e antiproliferativa, agregando mais uma camada de defesa e valor aos seus produtos.
A Melipona mondury desempenha um papel ecológico insubstituível. As abelhas nativas são responsáveis pela polinização de até 90% das espécies de plantas da Mata Atlântica, de acordo com dados da Associação de Meliponicultores do Eixo Sul (AMELSUL). Ao forragear em busca de néctar e pólen, essa abelha garante a reprodução de diversas plantas nativas, contribuindo para a manutenção da biodiversidade e a saúde do ecossistema.
Iniciativas de instalação de meliponários em parques, como as relatadas pelo jornal O Globo, têm sido fundamentais para auxiliar na recuperação de áreas degradadas da Mata Atlântica, reforçando a importância desses insetos para o reflorestamento.
Apesar de sua importância, a Uruçu-Amarela enfrenta sérias ameaças, principalmente a destruição de seu habitat natural e o uso indiscriminado de agrotóxicos. A fragmentação da Mata Atlântica torna a espécie vulnerável, como aponta a Wikipédia. A meliponicultura, a criação de abelhas nativas sem ferrão, surge como uma alternativa sustentável que ajuda a preservar a espécie, além de gerar renda com a venda de mel, pólen e colônias, conforme destaca o portal Abelhas Nativas Brasil.
Seu nome popular mais comum é Uruçu-Amarela, devido à sua coloração dourada. Também é conhecida como Bugia em algumas regiões.
Não. A Melipona mondury pertence à tribo das abelhas sem ferrão (Meliponini) e não possui um ferrão funcional, sendo considerada dócil.
Ela é nativa da América do Sul e seu habitat principal é a Mata Atlântica brasileira, ocorrendo em estados do Nordeste, Sudeste e Sul do país.
As principais ameaças são a destruição e fragmentação da Mata Atlântica, seu habitat natural, e o uso de agrotóxicos na agricultura, que afetam diretamente as colônias.
A Melipona mondury é mais do que uma produtora de mel; é uma engenheira da natureza, polinizadora essencial e um bioindicador da saúde da Mata Atlântica. Proteger esta espécie através da conservação de seu habitat e do incentivo à meliponicultura responsável é fundamental para garantir o futuro de um dos biomas mais ricos e ameaçados do planeta.
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