Cientistas identificaram um tubarão-da-Groenlândia nascido em 1627, tornando-o o vertebrado mais longevo do planeta. Entenda como sua idade foi calculada.
Olyvio Marques
Editor · Meio Ambiente · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Uma descoberta histórica nas águas geladas do Oceano Ártico revelou um tubarão-da-Groenlândia com idade estimada em 399 anos, posicionando-o como o vertebrado mais longevo já registrado pela ciência. Atualizado em 22 de junho de 2026. O animal, que teria nascido por volta de 1627, foi identificado por pesquisadores como parte de um estudo sobre a fauna marinha em grandes profundidades.
A idade do tubarão-da-Groenlândia foi determinada através de um método inovador de datação por radiocarbono aplicado às lentes dos olhos do animal. Segundo estudo publicado na revista Science, esse tecido ocular se forma antes do nascimento e permanece quimicamente inalterado ao longo da vida, funcionando como uma cápsula do tempo biológica. A equipe de cientistas analisou 28 espécimes capturados acidentalmente e, ao medir os níveis de carbono-14 no núcleo do cristalino, conseguiu estimar a data de nascimento com precisão.
O maior exemplar analisado, uma fêmea com mais de cinco metros de comprimento, apresentou a idade mais avançada, estimada em quase quatro séculos. O mesmo estudo revelou que a expectativa de vida média para a espécie é de 272 anos.
A longevidade excepcional desta espécie é resultado de uma combinação de fatores biológicos e ambientais, adaptados às condições extremas do Ártico. Os principais motivos são:
A idade estimada do exemplar mais velho é de aproximadamente 399 anos, com base em análises que apontam seu nascimento por volta de 1627. A datação por radiocarbono possui uma margem de erro, mas posiciona o animal como o vertebrado mais longevo conhecido.
Esta espécie habita as águas frias e profundas do Oceano Ártico e do Atlântico Norte, geralmente a mais de 2.000 metros da superfície, onde as temperaturas são próximas do ponto de congelamento.
Apesar de sua resistência, o tubarão-da-Groenlândia enfrenta sérios riscos, como a captura acidental em redes de pesca comercial, a poluição dos oceanos e os impactos das mudanças climáticas no Ártico. Sua lenta taxa de reprodução torna a espécie extremamente vulnerável a declínios populacionais.
A descoberta do tubarão de 399 anos não apenas redefine os limites da longevidade no reino animal, mas também serve como um alerta para a fragilidade dos ecossistemas de águas profundas. A sobrevivência de uma criatura que atravessou séculos de história depende diretamente da implementação de medidas de conservação eficazes para proteger seu habitat das pressões humanas modernas.
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