Após economizar por 9 anos para comprar um terreno, uma mãe na Costa Rica construiu sua casa com 7 toneladas de plástico. Entenda como foi o projeto.
Olyvio Marques
Editor · Sustentabilidade · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Uma mãe na Costa Rica, Cindy Mora Abarca, realizou o sonho da casa própria de uma forma inovadora após economizar por nove anos para comprar um terreno. Sem recursos para a construção convencional, ela e seu filho, Fabrizio, de 6 anos, receberam uma casa construída com 7 toneladas de plástico reciclado. Atualizado em 21 de agosto de 2026.
Cindy Mora Abarca passou nove anos guardando dinheiro para comprar um pequeno lote em Lámparas de Alajuelita, perto de San José, capital da Costa Rica. Após finalmente adquirir o terreno com um empréstimo, ela enfrentou um novo obstáculo: a falta de dinheiro para construir a casa, conforme relatado por diversas fontes, incluindo o jornal Clarín e o The Economic Times.
A solução surgiu de uma parceria entre organizações que uniram habitação social e sustentabilidade. O projeto transformou resíduos plásticos em um material de construção seguro e durável, mostrando uma aplicação prática para o problema da poluição.
A construção foi resultado de uma iniciativa que envolveu a Habitat for Humanity Costa Rica, a empresa Procter & Gamble, a organização local Urbarium e o grupo de materiais reciclados Ekojunto. A família de Cindy foi selecionada com base na necessidade socioeconômica e na viabilidade técnica do terreno, segundo o The Times of India.
Cerca de 7 toneladas de plástico descartado, incluindo garrafas, embalagens e sacolas, foram processadas e transformadas em aproximadamente 850 blocos modulares chamados "Bloqueplas". De acordo com o site O Antagonista, esses blocos se encaixam de forma semelhante a peças de Lego, formando as paredes da residência. Elementos como fundação, telhado, instalações elétricas e hidráulicas, portas e janelas foram feitos com materiais convencionais.
A informação de que 800 voluntários construíram a casa é imprecisa. O projeto contou com mais de 800 horas de trabalho voluntário, principalmente de funcionários da Procter & Gamble, e não com 800 pessoas distintas. A construção foi uma colaboração estruturada entre as organizações parceiras e os voluntários, como esclarecido por veículos como o The Economic Times.
Sim. Após a montagem das paredes, a casa recebeu revestimento e pintura, resultando em uma aparência externa idêntica à de uma construção convencional. Segundo a Urbarium, os blocos foram projetados para cumprir o código de construção sísmica da Costa Rica e oferecem isolamento térmico e acústico. A obra começou em abril de 2018 e foi entregue à família em 26 de maio do mesmo ano.
A história de Cindy Mora Abarca é mais do que a conquista de um lar; é uma demonstração prática de como a reciclagem pode ser integrada a soluções de moradia acessível. O projeto não apenas deu um teto seguro para uma família, mas também evitou que toneladas de plástico fossem parar em aterros e rios, transformando um problema ambiental em parte da solução.
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