Ação de manejo na Reserva Rio Cautário, em Rondônia, captura 361 exemplares do pirarucu invasor, totalizando 17 toneladas e gerando R$ 180 mil para 40 famílias.
Olyvio Marques
Editor · Sustentabilidade · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Uma ação de manejo para controle do pirarucu invasor na Reserva Extrativista (Resex) Rio Cautário, em Costa Marques (RO), resultou na retirada de mais de 17 toneladas do peixe. Atualizado em 15 de outubro de 2026, o projeto capturou 361 exemplares da espécie, gerando cerca de R$ 180 mil em renda para aproximadamente 40 comunitários extrativistas envolvidos.
O pirarucu (Arapaima gigas), embora nativo da bacia Amazônica, é considerado uma espécie invasora na bacia do Rio Cautário, onde sua presença pode causar desequilíbrio ecológico e impactar as espécies nativas. A iniciativa, coordenada pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam) em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), visa controlar a população do peixe e, ao mesmo tempo, criar uma fonte de renda sustentável para as comunidades locais.
Os comunitários, representados pela Associação dos Seringueiros do Vale do Guaporé (Aguapé), participaram de todas as etapas, desde a pesca até a limpeza e comercialização do pescado. A renda individual para quem atuou nas duas fases da operação foi estimada em R$ 6 mil, segundo informações do governo de Rondônia.
Para o governador Marcos Rocha, a ação fortalece políticas públicas que unem conservação e oportunidades econômicas. "O manejo sustentável, realizado com planejamento e participação das comunidades, contribui para a proteção da biodiversidade e para a geração de renda em Rondônia", afirmou, conforme divulgado pelo portal Agro em Campo.
A pesca manejada foi dividida em duas fases, ocorridas entre agosto e outubro de 2026. Os números demonstram o sucesso da operação, que totalizou 18,9 toneladas de peso bruto e 17,1 toneladas de pescado eviscerado.
Durante os trabalhos, foi capturado um pirarucu de 2,46 metros de comprimento e quase 138 quilos, o maior exemplar já registrado em uma Unidade de Conservação de Rondônia, de acordo com o Portal Amazônia.
Apesar de ser um peixe amazônico, o pirarucu não é nativo da bacia do Rio Cautário. Sua introdução nesse ecossistema pode provocar impactos negativos sobre as espécies locais e desequilibrar a biodiversidade aquática, tornando necessário seu controle.
A iniciativa gerou uma renda total de aproximadamente R$ 180 mil, que foi distribuída entre os cerca de 40 extrativistas participantes. Para aqueles que trabalharam em todas as etapas, a renda individual foi de cerca de R$ 6 mil.
A operação foi acompanhada pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental de Rondônia (Sedam) e contou com a parceria do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). A organização dos comunitários foi feita pela Associação dos Seringueiros do Vale do Guaporé (Aguapé).
O manejo do pirarucu invasor na Resex Rio Cautário se mostrou uma estratégia eficaz, unindo a necessidade de controle de uma espécie exótica com a geração de renda e o fortalecimento da comunidade local. A iniciativa serve como modelo de gestão ambiental participativa, onde a conservação da biodiversidade e o desenvolvimento social caminham juntos.
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