No Santuário de Elefantes Brasil, Sandro tem um novo passatempo: criar a própria lama. Entenda como esse comportamento natural protege sua pele do sol e de picadas de insetos e por que é vital para seu bem-estar.
Olyvio Marques
Editor · Comportamento · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
O elefante Sandro, recém-chegado ao Santuário de Elefantes Brasil (SEB), tem chamado a atenção por um novo hobby: criar sua própria lama. O que parece apenas diversão é, na verdade, um comportamento instintivo e crucial para a saúde do animal, servindo como uma proteção natural contra o sol e picadas de insetos. Atualizado em 26 de setembro de 2026.
Desde sua chegada ao santuário na Chapada dos Guimarães (MT), Sandro demonstrou grande interesse pela terra. Segundo os cuidadores, ele desenvolveu uma técnica própria para se refrescar e proteger. O processo é feito pelo próprio elefante: ele mistura a terra com a água dos bebedouros usando as patas e, em seguida, utiliza a tromba para reunir o material e aplicá-lo sobre o corpo. Esse comportamento foi um dos primeiros registrados logo após ele sair da caixa de transporte.
O hábito de se cobrir com terra ou lama é um comportamento natural e essencial para os elefantes, com múltiplas funções para sua saúde e bem-estar.
A principal função da camada de lama é criar uma barreira física sobre a pele. Conforme explicado por especialistas e observado no santuário, essa cobertura protege o animal da radiação solar e de picadas de insetos. Embora a pele de um elefante seja espessa, ela possui áreas sensíveis que podem sofrer irritações.
A lama também atua como um regulador térmico. Ao manter a umidade sobre o corpo por mais tempo, ela ajuda os elefantes a se refrescarem e a controlarem a temperatura, especialmente em ambientes quentes. Esse comportamento foi observado em Sandro desde seus primeiros momentos no novo lar.
A desenvoltura de Sandro em expressar comportamentos naturais, como o banho de terra e a criação de lama, surpreendeu positivamente a equipe do SEB. Após passar mais de 40 anos em um zoológico, a rápida retomada desses instintos é vista como um forte indicativo de que ele está se adaptando bem ao novo ambiente, que oferece mais espaço e estímulos para que ele possa "fazer as coisinhas de elefante dele".
O banho de terra é um comportamento natural em que os elefantes usam poeira, terra ou lama para cobrir o corpo. Essa prática serve como protetor solar, repelente de insetos e ajuda a regular a temperatura corporal, sendo fundamental para a saúde da pele do animal.
Sandro vive no Santuário de Elefantes Brasil (SEB), localizado na Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso. Ele foi transferido para o local em setembro de 2026, após viver por 44 anos no Zoológico Municipal Quinzinho de Barros, em Sorocaba (SP).
O novo hobby do elefante Sandro de brincar com a lama vai muito além de uma simples diversão. É a manifestação de um instinto vital que garante sua proteção e conforto no novo lar. A prática demonstra sua excelente adaptação ao ambiente do santuário, onde ele pode finalmente expressar comportamentos essenciais para sua espécie.
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