Ex-funcionário da indústria automotiva, Mauricio Verbichi largou a segurança de um emprego para erguer um lar de pau a pique com a família na Argentina. Veja.
Olyvio Marques
Editor · Comportamento · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Atualizado em 28 de julho de 2026. Aos 37 anos, o argentino Mauricio Verbichi trocou a rotina em uma indústria automotiva pela construção de uma vida autossustentável nas montanhas de Córdoba, na Argentina. Ele abandonou a segurança do emprego para construir, com as próprias mãos, uma casa de pau a pique para viver com a esposa e os três filhos.
A decisão, planejada ao longo de dois anos, foi motivada pelo desejo de ter mais tempo e fugir do "caos e correria" da cidade, segundo o portal ND Mais. Um acidente de trânsito a caminho do trabalho foi o gatilho final para a mudança.
Mauricio Verbichi era funcionário de uma empresa automobilística e, antes dos 40 anos, realizou o sonho de viver no campo. Ele adquiriu um terreno rural de um hectare em La Paz, uma região montanhosa, para iniciar seu projeto de vida, conforme relatado em entrevista ao canal Crônicas Del Câmbio e repercutido pelo ND Mais. A propriedade não possui acesso às redes públicas de água e eletricidade, o que reforça o caráter autossuficiente da empreitada.
A construção da casa é feita com a técnica de pau a pique, utilizando recursos naturais do próprio terreno. Verbichi usa água da chuva, acumulada em valas, para produzir o barro que preenche as paredes da estrutura. A energia elétrica é gerada por um painel solar de 100 watts e um gerador autônomo. O projeto arquitetônico inicial prevê a expansão de um cômodo para abrigar um quarto e um banheiro.
Essa abordagem, conhecida como bushcraft, foca na autossuficiência e no uso de materiais locais, como troncos, pedras e argila, para erguer estruturas firmes sem a necessidade de cimento ou pregos, como mostram projetos semelhantes documentados por canais como Lesnoy e TechFreeze.
O projeto de Mauricio e sua família vai além da moradia. O plano a longo prazo inclui o cultivo de árvores frutíferas e videiras, apicultura, fabricação de incubadoras para aves e a produção de alimentos para venda. Segundo o ND Mais, a ausência de um emprego fixo permite que ele realize serviços esporádicos na região, conciliando a necessidade de renda com a nova rotina.
Ele incentiva outras pessoas com o mesmo desejo a darem o primeiro passo. "Para mim, o segredo é dizer: ‘Ok, é isso aí, eu me desapego de tudo e me jogo de cabeça’", concluiu na entrevista.
A principal motivação é a busca por mais qualidade de vida, tempo e tranquilidade, fugindo do estresse e da rotina acelerada das cidades. No caso de Mauricio Verbichi, o desejo de escapar do "caos" e ter mais tempo com a família foi central, conforme apurado pelo ND Mais.
O custo pode ser drasticamente reduzido. Projetos que utilizam materiais locais como madeira, pedra e barro podem sair quase de graça, exigindo principalmente o trabalho do construtor. O portal O Antagonista destaca que uma construção rústica na floresta elimina gastos com tijolos e cimento, que facilmente ultrapassariam R$ 30.000 em um centro urbano.
A vida longe dos centros urbanos exige preparo físico e psicológico. É preciso lidar com o trabalho braçal diário, como cortar lenha e manter a estrutura, e estar preparado para a solidão. A autossuficiência demanda conhecimento sobre o terreno e habilidades de sobrevivência, como aponta a experiência de construtores de abrigos na natureza.
A história de Mauricio Verbichi é um exemplo concreto de que é possível transformar o desejo de uma vida mais simples em realidade. Ao construir sua própria casa de barro e planejar um futuro autossustentável, ele demonstra que a renúncia à estabilidade de um emprego pode ser o primeiro passo para uma rotina com mais propósito e conexão com a natureza.
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