Três aves salvas ainda filhotes por Sabrina Mercham retornam diariamente em um gesto de gratidão. Entenda por que esse comportamento é comum e veja a história.
Olyvio Marques
Editor · Comportamento · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Atualizado em 3 de outubro de 2026. Uma história de lealdade e gratidão tem encantado a internet: três maritacas, resgatadas ainda filhotes por Sabrina Mercham, retornam todos os dias para visitar a mulher que lhes deu uma segunda chance, mesmo vivendo em total liberdade.
O caso, compartilhado no perfil Casinha Branca, mostra as aves chamando por Sabrina e pousando em suas mãos, braços e até na cabeça, em uma demonstração de afeto e confiança que se repete diariamente, segundo relato publicado pelo portal Amo Meu Pet.
Em um vídeo que viralizou, Sabrina Mercham registra o momento em que as maritacas a procuram do lado de fora de casa. Ao sair para atendê-las, as aves voam em sua direção, estabelecendo um contato físico direto e carinhoso. Recentemente, a rotina ganhou novos integrantes: o trio original trouxe outras duas maritacas, um comportamento que Sabrina associa ao início da temporada de reprodução.
"Elas já estão procurando ninho, entrando nos cantinhos da Casinha e cada vez mais aparecem acompanhadas", contou ela na publicação, brincando que está "em busca de ser avó aos 30 anos".
A relação entre Sabrina e as aves começou quando um trabalhador as encontrou ainda filhotes no forro de uma residência. De acordo com o Amo Meu Pet, o proprietário do imóvel teria ordenado que os filhotes fossem mortos. O homem, no entanto, se recusou e os levou para casa, procurando ajuda para cuidá-los. Foi assim que o trio chegou até Sabrina.
Desde o início, o objetivo foi criá-las para a vida livre, com orientação profissional. As aves desenvolveram autonomia, mas nunca esqueceram o local onde se sentiram seguras, estabelecendo a rotina de visitas espontâneas.
O comportamento das maritacas de Sabrina não é um caso isolado. Essas aves, pertencentes à família dos psitacídeos como os papagaios, são conhecidas por sua inteligência e memória notável. Segundo Aline Priscilla, da Proteção Animal Nhandeara, que viveu uma experiência semelhante com uma maritaca resgatada, essas aves "criam vínculos, reconhecem rostos e ambientes e muitas vezes retornam a lugares onde se sentiram seguras", conforme relatado pelo Metrópoles.
O retorno não acontece por dependência, mas por reconhecimento e segurança. Elas mantêm sua rotina selvagem, mas escolhem revisitar quem lhes ofereceu cuidado em um momento de vulnerabilidade.
A mulher que recebe a visita diária das três maritacas é Sabrina Mercham, responsável pelo perfil Casinha Branca nas redes sociais. Ela resgatou as aves ainda filhotes e as criou para viverem em liberdade.
Sim, as maritacas são consideradas aves muito inteligentes. Elas possuem uma memória impressionante, capacidade de criar vínculos afetivos e de reconhecer pessoas e locais seguros, como demonstram os relatos de Sabrina e de outros cuidadores.
Sim, é relativamente comum. Quando se sentem seguras e recebem cuidados, as maritacas podem criar fortes laços com humanos. Elas são aves sociais que, mesmo em liberdade, podem retornar a locais onde encontram alimento e um ambiente sem ameaças, como mostra o caso de um homem em Angra dos Reis que alimenta cerca de 30 maritacas diariamente.
A história de Sabrina Mercham e suas três maritacas ilustra de forma tocante a inteligência e a capacidade de gratidão dos animais. As visitas diárias são um testemunho de que o cuidado responsável, focado na liberdade, pode criar laços duradouros e genuínos entre humanos e a vida selvagem.
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