Jenni Tekletsion conheceu Paul Webb, 88, em uma corrida. Ao notar sua solidão, largou o emprego de bancária, abriu mão de 50% da renda e virou sua cuidadora.
Olyvio Marques
Editor · Comportamento · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Uma motorista de aplicativo e bancária em Ohio, nos Estados Unidos, tomou uma decisão que mudou sua vida ao largar seus empregos para se tornar cuidadora de um passageiro de 88 anos, aceitando um salário 50% menor. Jenni Tekletsion, de 52 anos, conheceu Paul Webb em março de 2020 durante uma corrida e, o que começou como um simples trajeto, transformou-se em um vínculo profundo de amizade e cuidado. Atualizado em 7 de setembro de 2026.
Tudo começou quando Paul Webb, um viúvo de 88 anos que vive sozinho, chamou um Uber para ir a uma loja consertar seu celular. A motorista era Jenni Tekletsion. Durante a curta viagem, ela percebeu a solidão de Paul, que havia perdido a esposa em 2014 e enfrentava problemas de saúde, como demência diagnosticada em 2017, conforme relatado pela Agência GBC. Sensibilizada, Jenni deixou seu número de telefone e se ofereceu para ajudar quando ele precisasse.
No dia seguinte, Paul ligou pedindo ajuda para comprar leite. Esse foi o início de uma amizade que cresceria rapidamente. Jenni, uma imigrante da Etiópia, já conciliava o trabalho em uma instituição financeira com corridas de Uber nos fins de semana e um doutorado em administração de empresas.
A relação entre os dois se fortaleceu ao longo de um ano. Jenni passou a visitar Paul diariamente após o trabalho, levando-o para comer fora, ao supermercado, a consultas médicas e outros compromissos, sem cobrar pelas corridas. Segundo o portal Upworthy, eles compartilhavam uma refeição todos os dias, criando um laço familiar.
Com o tempo, a saúde de Paul se deteriorou. Em 2021, devido à demência, ele começou a sair de casa sozinho, o que preocupou seus filhos, Keith e Melanie. A família considerou a possibilidade de interná-lo em uma casa de repouso, algo que Paul não desejava.
Ao saber da situação, Jenni tomou uma atitude drástica: ofereceu-se para ser a cuidadora em tempo integral de Paul. Para isso, ela deixou seu emprego no setor bancário, o que resultou em uma redução de aproximadamente 50% em sua renda, como apurado por diversas fontes. A decisão foi apoiada por seu marido, que mantém três empregos para garantir a estabilidade financeira da família.
Sua rotina passou a incluir chegar à casa de Paul por volta das 10h e ficar até as 18h, ajudando com medicamentos, refeições, higiene e garantindo que ele saísse de casa para passear.
A dedicação de Jenni também tem uma raiz pessoal profunda. Seu pai faleceu na Etiópia em 2003, e ela lamenta não ter podido estar ao seu lado nos últimos momentos. Cuidar de Paul tornou-se uma forma de preencher esse vazio. "Eu sempre senti falta do meu pai, e não estive lá em seus últimos dias para cuidar dele", disse ela, conforme publicado pelo site InspireMore.
Inicialmente, os filhos de Paul ficaram desconfiados, mas a consistência e o carinho genuíno de Jenni os conquistaram. "Ela é a mesma. Em um mundo que está sempre mudando, raramente você encontrará alguém que não muda", afirmou o filho Keith à ABC6, segundo o Upworthy. Para Paul, Jenni se tornou "como uma filha".
Jenni Tekletsion largou o emprego por uma combinação de fatores: ela percebeu a profunda solidão de Paul Webb e sentiu uma conexão imediata. Além disso, ela tinha uma motivação pessoal, pois lamentava não ter podido cuidar de seu próprio pai antes de ele falecer na Etiópia.
No início, os filhos de Paul Webb, Keith e Melanie, ficaram desconfiados da dedicação de uma estranha. No entanto, com o tempo, a consistência e o cuidado genuíno de Jenni provaram que suas intenções eram puras, e eles passaram a confiar plenamente nela, considerando-a uma bênção.
A história de Jenni Tekletsion e Paul Webb é um poderoso exemplo de empatia e altruísmo. O que começou como uma simples corrida de aplicativo se transformou em uma relação de cuidado e afeto que mudou a vida de ambos, mostrando como um ato de bondade pode criar laços tão fortes quanto os de uma família.
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