Conhecido como Schwebebahn, monotrilho suspenso percorre 13 km sobre o rio Wupper e virou atração turística por sua engenharia e histórias curiosas.
Olyvio Marques
Editor · Turismo · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Em Wuppertal, na Alemanha, um meio de transporte público desafia a lógica há mais de 120 anos: um trem suspenso que opera 'de cabeça para baixo', deslizando por trilhos elevados sobre o rio Wupper e ruas da cidade. Inaugurado em 1901, o Schwebebahn é o monotrilho suspenso mais antigo do mundo e continua sendo uma parte vital da mobilidade urbana local, além de uma grande atração turística.
Projetado pelo engenheiro Eugen Langen, o sistema foi uma solução inovadora para o traçado sinuoso do vale do rio Wupper. A construção, iniciada em 1898, utilizou cerca de 19.200 toneladas de ferro. Hoje, a linha se estende por aproximadamente 13 km, conectando 20 estações em um trajeto que dura cerca de 30 minutos. O trem atinge velocidades de até 60 km/h, transportando mais de 80 mil passageiros diariamente.
A maior parte do percurso é feita a 12 metros de altura sobre o rio, oferecendo uma vista única da cidade e evitando o trânsito terrestre. A poeta Else Lasker-Schüler, nascida em Wuppertal, descreveu a experiência de viajar no monotrilho como um voo nas costas de um "dragão de aço". Além de sua eficiência, as estações preservam a arquitetura histórica, com algumas mantendo o estilo Art Nouveau original.
O episódio mais famoso da história do Schwebebahn ocorreu em 1950. Como parte de uma ação promocional de um circo, uma jovem elefanta chamada Tuffi foi embarcada em um dos vagões. Assustada, ela se chocou contra uma parede do vagão, quebrou a janela e despencou de 12 metros de altura diretamente no rio Wupper. Milagrosamente, Tuffi sobreviveu com ferimentos leves e se tornou um ícone cultural da cidade, celebrada em estátuas e histórias locais.
Apesar de sua longa história de operação segura, o sistema registrou um acidente grave em 1999, que resultou em cinco mortes. Após o incidente, a estrutura passou por uma modernização completa para reforçar a segurança. Em 2015, uma nova geração de vagões foi introduzida, garantindo que o trem centenário continue a operar com tecnologia atualizada.
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