Ubatuba enfrenta críticas por altas taxas e novas regras. Com a TPA, aumento de 150% na Zona Azul e restrições a motorhomes, a cidade é acusada de explorar visitantes. Entenda a polêmica e como ela afeta sua viagem.
Olyvio Marques
Editor · Turismo · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Atualizado em 30 de setembro de 2026. Ubatuba, um dos destinos mais cobiçados do litoral paulista, está no centro de uma polêmica: turistas e caravanistas acusam a cidade de explorar visitantes em vez de fomentar o turismo. A combinação da Taxa de Preservação Ambiental (TPA), um aumento de 150% na Zona Azul e uma nova lei que restringe severamente a circulação de motorhomes alimenta o debate sobre os altos custos e a falta de contrapartida em serviços.
A percepção de exploração é alimentada por uma sequência de aumentos. A Zona Azul em 18 praias e regiões saltou de R$ 20 para R$ 50 por um período de até 12 horas, um reajuste de 150%, conforme noticiado pelo MaCamp. Somado a isso, a Taxa de Preservação Ambiental (TPA), implementada em 2023, já tem uma proposta de reajuste de mais de 80%, podendo elevar a diária para carros de pequeno porte de R$ 13,86 para R$ 25.
Com isso, um turista de carro que estaciona na praia pode desembolsar R$ 75 por dia apenas com essas duas taxas, caso o aumento da TPA seja aprovado. A Associação Comercial de Ubatuba (ACIU) já manifestou preocupação, defendendo que melhorias na infraestrutura deveriam preceder novos reajustes.
O setor de caravanismo é um dos mais afetados. A Lei nº 4.704, sancionada em setembro de 2025, impôs regras rígidas para veículos de recreação. A norma proíbe o estacionamento e o pernoite (das 19h às 6h) de motorhomes, trailers e similares em praças, praias, calçadões e qualquer via pública não destinada a esse fim, segundo a Prefeitura de Ubatuba.
Com a nova legislação, esses veículos só podem permanecer em campings licenciados ou estacionamentos privados regularizados. Na Zona Azul, o estacionamento é permitido apenas para veículos de até 4,80 metros, com tempo máximo de seis horas nas praias e duas horas na área central. O descumprimento pode gerar multas que chegam a R$ 1.000 e até a remoção do veículo.
A Prefeitura de Ubatuba justifica as taxas como fontes de recursos para a conservação ambiental e ordenamento urbano. A TPA, por exemplo, arrecadou R$ 65 milhões em 2023, mais que o dobro dos R$ 30 milhões previstos. No entanto, moradores e turistas criticam a falta de contrapartida, apontando problemas persistentes de saneamento básico e limpeza, como relata o portal MaCamp.
A crítica central é que as medidas parecem focadas na arrecadação, arriscando afastar visitantes que movimentam toda a cadeia econômica local, desde postos de gasolina a restaurantes e comércios.
É a Taxa de Preservação Ambiental, cobrada de veículos que entram na cidade para, segundo a prefeitura, minimizar os impactos do turismo. Os valores atuais começam em R$ 13 para carros de passeio, mas há um projeto de lei para aumentar esse valor.
Não. A Lei nº 4.704 proíbe o estacionamento e pernoite de motorhomes em praias, praças e vias públicas. Eles devem utilizar campings licenciados ou estacionamentos privados. O uso de vagas de Zona Azul é restrito a veículos menores e por tempo limitado.
O valor da Zona Azul em 18 praias de Ubatuba foi reajustado para R$ 50, válido por até 12 horas, entre 7h e 19h.
Ubatuba enfrenta o desafio de equilibrar a necessidade de arrecadação com a sustentabilidade do seu principal motor econômico: o turismo. As atuais políticas de taxas elevadas e restrições severas, especialmente ao caravanismo, colocam em xeque a imagem da cidade como um destino acolhedor, levantando a questão se o foco está na preservação e na qualidade da experiência turística ou apenas na exploração do visitante.
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