Conheça o Morus bassanus, a ave marinha que atinge velocidades incríveis ao mergulhar. Entenda as adaptações, como sacos de ar e bico pontiagudo, que permitem suportar o impacto com a água para caçar.
Olyvio Marques
Editor · Animais · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Atualizado em 16 de setembro de 2026. O atobá-do-norte (Morus bassanus) é uma ave marinha capaz de mergulhar no oceano a velocidades que podem superar 86 km/h (cerca de 24 m/s) graças a um conjunto de adaptações evolutivas. Sua sobrevivência ao impacto é garantida por um corpo aerodinâmico, um bico pontiagudo que perfura a água, forte musculatura no pescoço e sacos aéreos internos que funcionam como um sistema de amortecimento, conforme detalham estudos biomecânicos.
O atobá-do-norte, também conhecido como ganso-patola, localiza cardumes sobrevoando o Atlântico Norte. Ao identificar uma presa, ele inicia uma descida quase vertical, recolhendo as asas progressivamente para assumir uma forma estreita, semelhante a uma flecha, pouco antes de atingir a superfície. Essa técnica, conhecida como mergulho de impacto (plunge diving), reduz drasticamente a área de contato com a água, minimizando a resistência.
A capacidade de suportar a transição brusca do ar para a água, dois meios com densidades muito diferentes, depende de uma combinação de características anatômicas especializadas:
A velocidade do mergulho fornece o impulso necessário para que a ave atinja vários metros de profundidade. Estudos com acelerômetros mostraram que apenas com a energia da queda, os atobás alcançam profundidades de até 11 metros. No entanto, a caça não para por aí. Quando a presa está mais funda, a ave utiliza suas asas para propulsão subaquática, podendo superar os 20 metros de profundidade em uma perseguição ativa.
Observações e estudos biomecânicos registraram velocidades de impacto de até 24 metros por segundo, o que equivale a aproximadamente 86 km/h, ao entrar na água.
A ave não possui narinas externas. A respiração ocorre por uma pequena abertura entre o bico superior e inferior, que se fecha automaticamente com a força do impacto na água, impedindo a entrada de líquido.
O atobá-do-norte, ou ganso-patola, tem sua área de nidificação no Atlântico Norte. É uma ave migratória que pode ser vista viajando para o sul durante o outono.
As incríveis adaptações do atobá-do-norte o tornam um predador marinho altamente especializado. Seu mergulho de alta velocidade não é apenas um espetáculo da natureza, mas também uma fonte de inspiração para a engenharia, demonstrando soluções biológicas eficientes para desafios de transição entre ar e água.
Encontrado sozinho e em estado crítico, o filhote Agbaibor se tornou o primeiro elefante resgatado com sucesso na Nigéria após semanas de cuidados intensivos.
Após 40 anos em zoológico, elefante Sandro chega ao Santuário no MT. Veja como foi a saída rápida da caixa de transporte e os primeiros passos na nova vida.
A população do kākāpō, papagaio mais pesado do mundo, chegou a 325 aves após uma temporada recorde com 90 filhotes. Entenda o sucesso do programa.
A chegada do elefante Sandro ao Santuário em MT revelou preocupações com suas patas e articulações. Entenda os próximos passos para sua avaliação e adaptação.