Lana Lessa, que cuida dos animais há quase 20 anos, estava impedida de entrar em conjunto habitacional em demolição. Entenda a decisão e a multa por descumprimento.
Olyvio Marques
Editor · Animais · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
A Justiça Federal determinou a liberação imediata do acesso da protetora de animais Lana Lessa ao Conjunto Habitacional Boa Viagem I, na Imbiribeira, Zona Sul do Recife, para alimentar e medicar mais de 100 gatos que vivem no local. A decisão, publicada no final de outubro de 2026, garante que a cuidadora possa entrar no residencial, que está em processo de demolição, duas vezes ao dia. Atualizado em 2 de novembro de 2026.
Lana Lessa estava impedida de acessar o conjunto desde 27 de outubro, data em que a demolição dos prédios foi suspensa judicialmente justamente para proteger os animais. O bloqueio resultou na morte de um gato que estava sob tratamento, aumentando a urgência da situação, conforme relatado por entidades de proteção animal.
A determinação do juiz federal Frederico José Pinto de Azevedo estabelece que Lana Lessa e outros protetores credenciados tenham acesso garantido por, no mínimo, duas horas, duas vezes ao dia. O objetivo é permitir o fornecimento de água, alimentação, administração de medicamentos e o acompanhamento geral dos animais, especialmente os doentes.
O magistrado considerou que a presença de vigilantes no local não substitui os cuidados especializados e o vínculo que a protetora construiu com os gatos ao longo de anos. A decisão prevê uma multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento.
O trabalho de Lana Lessa, 63 anos, no Conjunto Boa Viagem I começou há quase duas décadas, quando os prédios-caixão foram interditados por problemas estruturais e muitos moradores abandonaram seus animais. Com o tempo, o local se tornou um ponto de abandono, e a colônia de gatos cresceu de cerca de 20 para mais de uma centena.
Sem renda fixa, a protetora financia os cuidados com recursos próprios, doações, rifas e a venda de artesanato. Em entrevista ao Diário de Pernambuco, ela revelou a dificuldade financeira: "Quando sobra um dinheirinho, tenho que optar: ou a ração ou a castração. Aí escolho a alimentação deles". Durante o período em que foi impedida de entrar, Lana desabafou: "Eu estou triste. É como se tivesse me enterrando viva. Eu estou sofrendo igual a eles".
A demolição do Conjunto Habitacional Boa Viagem I, desativado há quase 15 anos por risco de desabamento, foi suspensa em 27 de outubro após uma ação do Instituto Protecionista S.O.S Animais e Plantas. A Justiça determinou a paralisação das obras até que a Prefeitura do Recife, o Governo de Pernambuco e a Caixa Econômica Federal apresentassem um plano de manejo e resgate seguro para todos os animais, que incluem também cães, timbus e saguis.
A autorização de acesso para Lana Lessa e outros protetores é válida até que este plano de resgate seja totalmente executado.
A protetora é Lana Lessa, uma idosa de 63 anos que se dedica voluntariamente a alimentar e cuidar de mais de 100 gatos no Conjunto Boa Viagem I há quase 20 anos, mantendo o trabalho com doações e recursos próprios.
A demolição foi suspensa pela Justiça Federal em 27 de outubro de 2026, após uma ação de entidades de proteção animal, para garantir o resgate seguro de mais de 100 gatos, além de cães e animais silvestres que vivem nos prédios abandonados.
A Justiça Federal determinou o acesso imediato e diário de Lana Lessa ao local por, no mínimo, duas horas, duas vezes ao dia, para alimentar e medicar os animais, sob pena de multa de R$ 10 mil por dia em caso de descumprimento.
A decisão judicial representa uma vitória crucial para a causa animal no Recife, garantindo o bem-estar imediato dos mais de 100 gatos enquanto se aguarda uma solução definitiva para o resgate. O caso evidencia a importância da mobilização da sociedade civil e da atuação de protetores como Lana Lessa na defesa de animais em situação de vulnerabilidade.
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