Em Campo Grande, o projeto Frente Felina CG, criado por três amigas, já castrou 80 gatos de rua para controlar a superpopulação. Saiba como funciona.
Olyvio Marques
Editor · Animais · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Um grupo de três amigas em Campo Grande, MS, está fazendo a diferença no controle populacional de animais de rua. Através do projeto independente Frente Felina CG, Priscila Sleimann, Luana Martins e Indiara Borba já conseguiram castrar mais de 80 gatos, evitando o nascimento descontrolado de centenas de filhotes. Atualizado em 15 de setembro de 2026.
A iniciativa, que começou em maio, utiliza o método CED (Captura, Esterilização e Devolução) para gerenciar colônias de felinos na cidade, um trabalho que já custou cerca de R$ 12 mil, financiados por doações.
O trabalho da Frente Felina CG segue uma estratégia reconhecida internacionalmente para o manejo de animais de rua. O processo consiste em três etapas principais, conforme detalhado por Priscila Sleimann, uma das fundadoras, ao Campo Grande News.
O principal objetivo do projeto não é retirar todos os gatos das ruas, mas sim interromper o ciclo de reprodução para que as colônias diminuam naturalmente ao longo do tempo. No entanto, a iniciativa enfrenta desafios significativos. Além dos custos com castração, que para os 80 animais já somam R$ 12 mil, há despesas com exames, medicamentos e internações para animais doentes ou feridos.
Outro grande obstáculo é a falta de lares temporários para abrigar os gatos em recuperação ou aqueles que podem ser adotados. "Esse é um dos maiores desafios do projeto, porque muitas vezes encontramos um animal que poderia ser retirado da rua, mas precisamos ter um lugar seguro para mantê-lo até a adoção", explica Priscila.
As voluntárias reforçam que apenas alimentar os animais não resolve o problema da superpopulação. "Alimentar é importante, mas precisa estar associado à castração. Oferecer comida melhora a condição daqueles animais naquele momento, mas a castração é o que realmente ajuda a impedir que a colônia continue crescendo", finaliza.
Não. Embora alimentar melhore a qualidade de vida do animal, a castração é a única medida eficaz para impedir o crescimento descontrolado das colônias e o nascimento de mais filhotes nas ruas, conforme aponta o projeto Frente Felina CG.
O projeto é independente e se mantém exclusivamente por meio de doações. Eles possuem uma parceria com a Clínica Gênesis para realizar as castrações a um custo reduzido de R$ 150 por animal.
Gatos adultos e ferais, que não são dóceis, são devolvidos à sua colônia de origem após a recuperação. Já os filhotes e gatos sociáveis são encaminhados para lares temporários e, posteriormente, para adoção responsável.
Para quem deseja apoiar o trabalho da Frente Felina CG, é possível contribuir financeiramente ou obter mais informações através do perfil do projeto no Instagram.
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