Conheça a emocionante história de Lilica, a vira-lata caramelo que percorria 4 km toda noite em São Carlos (SP) para levar uma marmita a outros animais.
Olyvio Marques
Editor · Animais · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
A história da vira-lata caramelo Lilica, que caminhava 4 quilômetros todas as noites para levar comida a outros animais em São Carlos (SP), emocionou o Brasil e ganhou repercussão internacional. Abandonada em um ferro-velho, ela desenvolveu uma rotina de solidariedade que se tornou um símbolo de cuidado e empatia no mundo animal. Atualizado em 22 de junho de 2026.
Lilica foi abandonada ainda filhote na entrada de um ferro-velho em São Carlos, no interior de São Paulo. A proprietária do local, Neile Vânia Antonio, acolheu a cadela, que passou a conviver com outros animais, incluindo outro cão, um gato, galinhas, um galo e até uma mula. Todas as noites, por volta das 21h30, Lilica iniciava uma caminhada de aproximadamente dois quilômetros até a casa da professora Lúcia Helena de Souza, que lhe oferecia jantar.
Após se alimentar, Lilica não ia embora. Ela ficava observando a comida que sobrava, demonstrando interesse em levá-la. Percebendo o comportamento, Lúcia teve a ideia de colocar o restante do alimento em uma sacola plástica, amarrada de forma que a cadela pudesse carregar com a boca. Assim, Lilica fazia o percurso de volta, atravessando a lateral de uma estrada movimentada e escura, para compartilhar a "marmita" com seus companheiros no ferro-velho.
Inicialmente, o instinto materno motivou a jornada de Lilica. Após dar à luz oito filhotes, ela começou a levar comida para alimentá-los. Mesmo depois que os filhotes cresceram e foram adotados, a vira-lata continuou sua rotina noturna, passando a dividir o alimento com todos os outros animais que viviam com ela no local. Segundo o veterinário Alexandre dos Santos, que comentou o caso na época, o comportamento de Lilica demonstrava um forte instinto materno e de liderança.
A história de Lilica ganhou fama nacional em 2012, após ser exibida em reportagens da EPTV, do Globo Repórter e do Mais Você. A comoção gerou uma onda de solidariedade, com pessoas de todo o Brasil enviando doações de ração e medicamentos. No entanto, a notoriedade também teve um lado negativo: algumas pessoas passaram a abandonar mais animais no ferro-velho.
A trajetória de Lilica teve um fim trágico em novembro de 2017, quando ela morreu após ser picada por uma cobra. Um vizinho a encontrou, tentou socorrê-la aplicando soro, mas ela não resistiu. Sua dona, Neile, que cuidou dela por mais de dez anos, ficou desolada com a perda.
A história aconteceu na cidade de São Carlos, no interior do estado de São Paulo. Lilica vivia em um ferro-velho e caminhava até a casa de uma professora para buscar comida.
Não. Lilica morreu em novembro de 2017, vítima de uma picada de cobra, conforme relatado por sua tutora e vizinhos na época.
Ela percorria um trajeto total de aproximadamente 4 quilômetros todas as noites: 2 km para ir do ferro-velho até a casa da professora Lúcia Helena de Souza e mais 2 km para voltar com a sacola de comida.
A história de Lilica transcendeu a de um simples animal de estimação, tornando-se um poderoso relato sobre empatia, instinto e solidariedade. Sua dedicação em garantir o alimento de sua "família" no ferro-velho continua a inspirar e a lembrar da complexidade dos laços afetivos entre os animais, deixando um legado de cuidado que emocionou o país.
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