Descubra como os peixes voadores (Exocetídeos) usam suas barbatanas como asas para planar por até 200 metros e escapar de predadores. Saiba mais!
Olyvio Marques
Editor · Animais · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Atualizado em 22 de junho de 2026. Com barbatanas que se abrem como asas e uma velocidade que supera 56 km/h, o peixe voador, membro da família Exocoetidae, é um dos animais mais fascinantes dos oceanos. Ele salta da água e consegue planar por distâncias que podem chegar a 200 metros, uma habilidade desenvolvida principalmente para escapar de predadores.
O processo não é um voo ativo como o das aves, mas um sofisticado planeio. Para iniciar a decolagem, o peixe voador nada em alta velocidade, atingindo até 60 km/h sob a superfície, e se direciona para cima em um ângulo agudo. O impulso final é dado pela barbatana caudal, que vibra rapidamente — entre 50 e 70 vezes por segundo — enquanto ainda está em contato com a água.
Uma vez no ar, ele abre suas grandes barbatanas peitorais, que funcionam como asas de um planador, permitindo que deslize sobre a superfície do oceano. Em condições ideais, aproveitando correntes de ar, alguns voos podem se estender por mais de 400 metros e durar até 45 segundos.
Os Exocetídeos compreendem cerca de 70 espécies diferentes, distribuídas por todos os oceanos, especialmente em águas tropicais e subtropicais. Suas características são adaptadas para a vida na superfície e para seus impressionantes planeios.
A maioria das espécies mede cerca de 30 cm, com a maior podendo atingir 45 cm. Possuem um corpo aerodinâmico, em formato de torpedo, com dorso azulado ou cinza e ventre prateado. Essa coloração serve como camuflagem, confundindo-se com o céu quando visto de baixo e com as profundezas do oceano quando visto de cima.
Os peixes voadores são classificados em duas categorias principais:
Eles habitam as águas superficiais de mares e oceanos, alimentando-se principalmente de plâncton e pequenos crustáceos. Por viverem perto da superfície, desenvolveram a habilidade de planar como uma estratégia de sobrevivência contra predadores como atuns, golfinhos e espadartes.
Não. O peixe voador não voa ativamente batendo asas como uma ave. Ele plana, utilizando a velocidade adquirida debaixo d'água para se lançar ao ar e usar suas barbatanas como asas de um planador para sustentar o deslocamento.
A principal razão para o peixe voador saltar e planar fora da água é escapar de predadores aquáticos. Ao sair de seu ambiente natural, ele consegue despistar perseguidores como atuns, dourados e golfinhos. Paradoxalmente, ao fazer isso, pode se tornar alvo de aves marinhas.
Em média, um peixe voador plana por distâncias de 50 a 200 metros. No entanto, em condições favoráveis de vento, já foram registrados planeios de até 400 metros, com o peixe podendo reconectar vários planeios ao tocar a superfície com a cauda para ganhar novo impulso.
O peixe voador é um exemplo notável de adaptação evolutiva. Sua capacidade de planar não é apenas um espetáculo da natureza, mas uma engenhosa estratégia de sobrevivência que lhe permite usar o ar para fugir de perigos no mar. Com sua velocidade e aerodinâmica, ele continua a fascinar observadores e cientistas em todo o mundo.
Encontrado sozinho e em estado crítico, o filhote Agbaibor se tornou o primeiro elefante resgatado com sucesso na Nigéria após semanas de cuidados intensivos.
Após 40 anos em zoológico, elefante Sandro chega ao Santuário no MT. Veja como foi a saída rápida da caixa de transporte e os primeiros passos na nova vida.
A população do kākāpō, papagaio mais pesado do mundo, chegou a 325 aves após uma temporada recorde com 90 filhotes. Entenda o sucesso do programa.
A chegada do elefante Sandro ao Santuário em MT revelou preocupações com suas patas e articulações. Entenda os próximos passos para sua avaliação e adaptação.