Eduardo Paziam trocou a alta costura por uma enxada. Conheça a história do criador do Projeto Pazipê, que já plantou mais de 5 mil mudas da Mata Atlântica.
Olyvio Marques
Editor · São Paulo · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Atualizado em 13 de julho de 2026. Eduardo Paziam, de 56 anos, conhecido como Pazi, trocou uma carreira de sucesso como designer têxtil na indústria da moda de luxo para se tornar o "Jardineiro da República", dedicando-se a plantar uma floresta de Mata Atlântica no coração de São Paulo.
Aos 50 anos, Pazi questionou o impacto ambiental da indústria têxtil e a angústia de sua rotina. Segundo reportagem do Estadão, uma conversa com seu pai, que o considerava um "impostor" por odiar o próprio trabalho, foi decisiva. A pandemia de Covid-19, em 2020, marcou o ponto de virada, levando-o a abandonar a carreira internacional para se reconectar com suas origens em Araçatuba (SP).
Após vender sua parte na empresa, Pazi viajou pela Europa e Ásia. Foi em Londres que um curso sobre "jardins de chuva" no Kew Gardens despertou seu novo propósito. De volta a São Paulo, ele decidiu aplicar o conhecimento nos canteiros em frente ao seu prédio, na região da Praça da República.
O Projeto Pazipê nasceu oficialmente em 23 de junho de 2023, com o plantio de um ipê-amarelo que ele cultivava há 15 anos em seu apartamento. A iniciativa visa restaurar o bioma original da cidade, plantando exclusivamente espécies nativas da Mata Atlântica. A parceria com Francisco Alejandro, um jovem paisagista venezuelano, foi fundamental para focar na flora nativa, transformando o que seria um jardim ornamental em "florestas de bolso".
O que começou com dois jardins de chuva hoje se expandiu para 33 canteiros na Avenida São Luís e um pomar na Praça Dom José Gaspar, graças a uma concessão da prefeitura pelo programa "Adote uma Praça". O investimento pessoal de Pazi já ultrapassa R$ 80 mil, além de doações de moradores e comerciantes, que atuam como "guardiões" dos espaços.
O trabalho de Pazi já mostra resultados. A Praça Dom José Gaspar, antes considerada intransitável, agora é frequentada por pessoas, segundo relatos de comerciantes locais ao Estadão. A presença de pássaros, abelhas e borboletas em pleno centro da cidade é um sinal de que a estratégia de restauração ecológica está funcionando.
"O que eu estou fazendo não é para mim nem para você, é para os passarinhos e para as abelhas polinizadoras", afirmou Pazi em entrevista à Folha de S.Paulo. Para ele, o maior ganho é a satisfação pessoal de deixar um legado positivo para as futuras gerações.
Eduardo Paziam, ou Pazi, é um ex-designer têxtil de 56 anos que deixou uma carreira internacional na moda para se dedicar voluntariamente à jardinagem urbana no centro de São Paulo, onde lidera o Projeto Pazipê.
É uma iniciativa de jardinagem urbana criada por Eduardo Paziam que visa restaurar a biodiversidade no centro de São Paulo, plantando exclusivamente espécies nativas da Mata Atlântica em canteiros e jardins de chuva.
A escolha por espécies nativas é para restaurar o bioma original da região. Plantas exóticas podem se tornar invasoras, prejudicando as espécies locais e não oferecendo os mesmos benefícios para a fauna, como pássaros e abelhas polinizadoras, conforme explicado por Pazi.
A história de Eduardo Paziam é um testemunho do poder da transformação individual e seu impacto coletivo. Ao trocar o luxo da moda pela simplicidade da terra, ele não apenas encontrou um novo propósito, mas também começou a reescrever a paisagem de uma das áreas mais icônicas de São Paulo, provando que a natureza pode, sim, florescer no meio do concreto.
Após uma breve trégua, a instabilidade retorna a todo o estado de São Paulo. Um novo ciclone e uma frente fria trarão temporais a partir do próximo domingo (20). Veja a previsão completa.
Proprietária da My Vintage Dress, Camila Rossi, afirma que confusão de noivas por atrasos na entrega interrompeu produção e assustou a equipe. Saiba mais.
Um voo da Iberia precisou retornar ao Aeroporto de Guarulhos na noite de terça-feira (1º) devido a uma emergência médica a bordo. Saiba mais sobre o ocorrido.
Imagens de câmeras de segurança registraram uma viatura da Polícia Militar passando pelo veículo de Fernando Haddad momentos antes de ele chegar em casa. O ministro relatou que seu motorista foi seguido em uma abordagem 'fora do padrão'. A SSP investiga o caso.