Proprietária da My Vintage Dress, Camila Rossi, afirma que confusão de noivas por atrasos na entrega interrompeu produção e assustou a equipe. Saiba mais.
Olyvio Marques
Editor · São Paulo · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
A proprietária da loja de vestidos de noiva My Vintage Dress, Camila Rossi, afirmou que parte de suas funcionárias está com medo de retornar ao trabalho após um tumulto ocorrido em frente ao ateliê em Pinheiros, São Paulo. Atualizado em 2 de setembro de 2026. A confusão começou na última terça-feira (1º), quando clientes foram ao estabelecimento para cobrar a entrega de vestidos às vésperas de seus casamentos.
Clientes da confecção de luxo se reuniram na loja após enfrentarem dificuldades de comunicação e receberem notificações de cancelamento de entregas, algumas a poucos dias da cerimônia. Segundo relatos, a falta de respostas da empresa gerou desespero, levando um grupo de noivas e familiares ao local. A situação escalou, com algumas mulheres entrando no estabelecimento e retirando peças que encontraram disponíveis, o que resultou no acionamento da Polícia Militar.
Em comunicado, a proprietária Camila Rossi declarou que o tumulto na loja e no ateliê interrompeu a produção em um momento crítico. Segundo ela, a situação assustou a equipe e "algumas funcionárias estão com medo de retornar ao trabalho". Rossi também afirmou que a empresa foi "vítima do que aconteceu" e que uma "grave situação interna" está sendo apurada, sem fornecer mais detalhes. Ela negou que a empresa tenha falido ou desistido das entregas, assegurando que a equipe está mobilizada para encontrar soluções.
Enquanto a empresa alega problemas operacionais, clientes e ex-funcionários apresentam outra versão dos fatos. A Secretaria da Segurança Pública informou que os casos estão sendo registrados como estelionato pelo 14º Distrito Policial.
A médica Giseli Teixeira, com casamento marcado para o próximo fim de semana, teve a retirada de seu vestido cancelada cinco dias antes da data. Ela relatou ao Estadão que, em uma prova anterior, a peça apresentava costura torta e barra suja. Outra noiva, Letícia Queiroz, conseguiu levar um vestido, mas afirmou que a peça tinha rasgos e precisava de acabamentos, que ela mesma tentaria fazer.
Ex-funcionários relataram à imprensa que grande parte da equipe, incluindo áreas comercial e de costura, foi dispensada na segunda-feira (31). Segundo uma ex-colaboradora, a equipe foi informada no sábado (29) que a loja não conseguiria manter suas atividades devido a um "problema interno de sociedade". Os funcionários também afirmam não ter recebido o pagamento do salário.
A loja atrasou a entrega de vestidos de noiva, levando clientes a protestarem em frente ao estabelecimento em Pinheiros, São Paulo. A confusão resultou em tumulto, com a polícia sendo acionada e a produção sendo interrompida.
A proprietária, Camila Rossi, nega a falência e afirma que a empresa está trabalhando para resolver a situação. No entanto, ex-funcionários relataram que foram dispensados porque a loja não conseguiria continuar as atividades.
Camila Rossi lamentou a situação, afirmou que o tumulto interrompeu a produção e assustou as funcionárias. Ela alega que a empresa também foi vítima de uma "grave situação interna" e que está priorizando a entrega dos vestidos para os casamentos mais próximos.
O caso da My Vintage Dress expõe uma crise de confiança entre a marca de luxo e suas clientes, com graves consequências operacionais e humanas. Enquanto as noivas buscam soluções emergenciais às vésperas de seus casamentos, a proprietária alega que a confusão prejudicou a capacidade de entrega e a segurança de sua equipe. As autoridades policiais estão investigando as ocorrências como estelionato.
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