Com bilheteria decepcionante e prejuízo estimado em US$ 250 milhões, o longa de Alejandro G. Iñárritu enfrenta um dos maiores cortes de salas da história. Entenda.
Olyvio Marques
Editor · Filmes · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Atualizado em 16 de outubro de 2026. O filme Digger, estrelado por Tom Cruise e dirigido por Alejandro G. Iñárritu, será retirado de 2.535 salas de cinema nos Estados Unidos no próximo fim de semana, em um dos maiores cortes já registrados para um grande estúdio. A decisão da Warner Bros. é uma resposta direta ao desempenho desastroso do longa nas bilheterias, que projeta um prejuízo histórico.
A remoção massiva de salas representa uma queda de 76% na exibição de Digger, que passará de 3.321 para apenas 786 cinemas, conforme noticiado pelo Omelete. Este é considerado o décimo maior corte de salas em um único fim de semana na história do cinema, segundo o Máquina Nerd. A medida reflete a falta de confiança dos exibidores na capacidade do filme de atrair público.
O desempenho comercial do filme está muito abaixo das expectativas. Com um orçamento de produção estimado entre US$ 160 milhões e US$ 180 milhões, mais cerca de US$ 100 milhões em marketing, Digger arrecadou apenas US$ 38 milhões mundialmente até agora. Projeções do setor, divulgadas pelo site Tangerina, indicam que o prejuízo para a Warner Bros. pode chegar a US$ 250 milhões, colocando-o como um dos maiores fracassos comerciais da história.
Os problemas para Digger começaram antes mesmo do corte em massa. O filme já havia perdido espaço em salas premium IMAX logo na semana de estreia devido à baixa procura, com exibidores optando por trazer de volta filmes de sucesso como The Odyssey, de Christopher Nolan. Essa decisão impactou diretamente a receita potencial do longa, como apurado pelo Máquina Nerd.
Além disso, a produção enfrentou obstáculos internacionais significativos. O lançamento foi cancelado de última hora em Hong Kong e Macau. De acordo com a agência Lusa, a decisão pode ter sido motivada por "diálogo sensível" no filme, que inclui uma cena sugerindo um ataque nuclear contra a China e outra com descrições consideradas ofensivas.
Apesar do fracasso financeiro, a recepção artística de Digger foi polarizada. O filme detém uma aprovação de apenas 53% da crítica no Rotten Tomatoes, mas encontrou defensores no meio artístico, como a atriz Anne Hathaway e o diretor Guillermo del Toro, que elogiaram a coragem da produção. O próprio Tom Cruise, que também é produtor, declarou em suas redes sociais estar "orgulhoso" do trabalho realizado, agradecendo a toda a equipe.
A Warner Bros. chegou a criar uma campanha publicitária com o slogan "Decida você mesmo", tentando usar as opiniões divididas a seu favor, mas a estratégia não foi suficiente para reverter o quadro. Com a saída iminente dos cinemas, o futuro de Digger provavelmente reside nas plataformas de streaming, onde poderá encontrar um novo público.
O filme está sendo removido de 2.535 salas devido ao seu desempenho extremamente baixo nas bilheterias. A arrecadação não justificou a manutenção em um grande número de cinemas, levando os exibidores a substituí-lo por títulos mais rentáveis.
O orçamento de produção de Digger é estimado entre US$ 160 e US$ 180 milhões, com um custo adicional de marketing de aproximadamente US$ 100 milhões. Até o momento, o filme arrecadou cerca de US$ 38 milhões mundialmente, com projeções de prejuízo de até US$ 250 milhões.
Digger é uma comédia satírica em que Tom Cruise interpreta Digger Rockwell, um magnata do petróleo que, ao realizar uma perfuração na Groenlândia, causa uma catástrofe ecológica global. O filme explora as consequências do desastre e a tentativa do protagonista de controlar a narrativa pública.
A drástica redução no número de salas de Digger consolida o filme como um dos maiores fracassos de bilheteria de 2026. A combinação de um alto orçamento, recepção crítica mista e controvérsias internacionais criou um cenário insustentável para sua permanência nos cinemas, servindo como um alerta para a indústria sobre os riscos de produções de nicho com custos de blockbuster, mesmo com grandes estrelas envolvidas.
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