Dados sobre um pente-fino do INSS com 277 mil altas médicas viralizam, mas são de 2024. Saiba quem pode ser convocado e como se preparar para a revisão.
Olyvio Marques
Editor · Economia · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Informações sobre uma ampla revisão de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) voltaram a circular em outubro de 2026, mas os dados se referem a um balanço de 2024. Segundo a apuração, que cita um pente-fino realizado entre julho e outubro daquele ano, o INSS revisou 535 mil benefícios por incapacidade temporária, resultando em 277 mil altas médicas. Atualizado em 31 de outubro de 2026.
Apesar de os números serem antigos, o processo de revisão de benefícios, conhecido como pente-fino, é uma prática contínua do INSS. O objetivo é verificar se as condições que levaram à concessão do auxílio ainda persistem. Portanto, segurados que recebem benefícios por incapacidade devem manter a atenção às convocações.
Os dados que ressurgiram em 2026 referem-se a um programa de revisão de 2024. Naquela ocasião, o Ministério da Previdência Social divulgou que, das 535 mil perícias realizadas, os resultados foram:
A meta do programa na época era revisar 800 mil benefícios, principalmente aqueles concedidos há mais de dois anos, conforme noticiado por veículos como A Tarde e Midiamax.
O foco principal dos programas de revisão são os segurados que recebem o benefício por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença) há mais de dois anos sem uma data de cessação programada. A convocação, no entanto, não significa um corte automático. Trata-se de uma reavaliação para confirmar se a incapacidade para o trabalho ainda existe.
A convocação pode ser feita por carta, SMS, aviso no aplicativo Meu INSS ou até por edital. É fundamental que os segurados mantenham seus dados cadastrais, como endereço e telefone, sempre atualizados para não perderem o prazo.
Caso o perito médico decida pela alta e o segurado discorde, existem caminhos para contestar. A primeira opção é apresentar um recurso administrativo no próprio INSS no prazo de 30 dias a contar da data em que tomou conhecimento da decisão. Outra alternativa é buscar a via judicial para solicitar o restabelecimento do pagamento, onde uma nova perícia, realizada por um perito nomeado pelo juiz, avaliará o caso. Em ambas as situações, a orientação de um advogado previdenciário ou da Defensoria Pública é recomendada.
A lei dispensa da revisão periódica os aposentados por incapacidade permanente em algumas situações específicas. De acordo com a Lei 8.213/91, estão isentos os aposentados com 60 anos ou mais de idade, e aqueles que, com 55 anos ou mais, recebem o benefício há pelo menos 15 anos. Segurados com doenças como síndrome da imunodeficiência adquirida (aids), Alzheimer, Parkinson e Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) também são dispensados.
A ausência não justificada na perícia agendada leva à suspensão imediata do pagamento do benefício. Se a ausência se prolongar, o benefício pode ser permanentemente cancelado. Por isso, é crucial comparecer na data marcada ou solicitar o reagendamento dentro do prazo, se necessário.
É essencial apresentar documentação médica atualizada que comprove a continuidade da incapacidade. Leve um documento oficial com foto, CPF e todos os laudos, exames recentes, relatórios médicos detalhados, receitas e comprovantes de tratamentos em andamento. O relatório deve descrever não apenas a doença, mas como ela limita a capacidade de trabalho.
Embora os números de 535 mil revisões e 277 mil cortes sejam de 2024, o pente-fino do INSS é um procedimento regular. Segurados que recebem benefícios por incapacidade devem acompanhar os canais oficiais do instituto, como o portal Meu INSS e a Central 135, e manter sua documentação médica sempre organizada e atualizada para evitar a suspensão indevida do pagamento.
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