O nefrologista Júlio César Soares Barreto, referência em transplantes em Goiás, morreu no sábado (31). Família autorizou doação de órgãos, que salvou vidas.
Olyvio Marques
Editor · Goiás · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
O médico nefrologista Júlio César Soares Barreto, de 57 anos, morreu no último sábado (31), em Goiânia, causando grande comoção na comunidade médica e entre pacientes. Referência em transplantes renais no estado, sua morte foi seguida por um gesto que continua seu legado: a doação de seus órgãos, que salvou ao menos quatro vidas. Atualizado em 2 de novembro de 2026.
Júlio César Barreto era uma figura central na nefrologia goiana. Formado pela Universidade de Brasília (UnB) e com especialização no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (USP), ele atuava na área desde 1998. O médico integrava a equipe de transplantes do Hospital Estadual Dr. Alberto Rassi (HGG) e da Santa Casa de Misericórdia de Goiânia, além de ser sócio do Hospital São Lucas e fundador da TRS Nefrologia.
A Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) destacou, em nota, sua contribuição "significativa para a formação de diversos nefrologistas no estado de Goiás, deixando um importante legado de conhecimento, dedicação ao ensino e compromisso com a especialidade". Ao longo da carreira, acompanhou mais de 400 pacientes transplantados.
Segundo relatos da família, o médico sofreu um mal súbito seguido de uma parada cardíaca em casa. A causa exata da morte não foi divulgada. Após a confirmação do óbito, a família autorizou a doação de órgãos, um ato que reflete a missão de vida do especialista.
Foram doados os dois rins, o fígado e as duas córneas. De acordo com sua esposa, a professora e enfermeira Regiane Santos Soares Barreto, um dos rins foi destinado a um paciente da própria equipe do HGG. O gesto, resumido pela família na frase "Em luto, mas salvando vidas", beneficiou diretamente ao menos quatro pessoas que aguardavam na fila de transplantes.
A morte do nefrologista gerou uma onda de homenagens. O Hospital São Lucas, do qual era sócio, lembrou sua "dedicação à medicina e o cuidado com cada paciente". Colegas de profissão também manifestaram pesar nas redes sociais, ressaltando seu empenho e conhecimento.
"Vi você lutar por paciente como nenhum outro! Uma honra ter convivido com você! A falta será enorme!", comentou um médico que trabalhou com ele por quase 25 anos. Pacientes e familiares também agradeceram pela dedicação e cuidado ao longo dos anos.
Dr. Júlio César Barreto, de 57 anos, morreu após sofrer um mal súbito e uma parada cardíaca em casa, segundo informações da família. A causa específica da morte não foi oficialmente divulgada pelas fontes.
A família autorizou a doação de rins, fígado e as duas córneas. O gesto beneficiou diretamente ao menos quatro pacientes que estavam na fila de transplantes em Goiás.
O velório de Júlio César Barreto ocorreu na segunda-feira, 2 de novembro, das 8h às 17h, no Parque Memorial de Goiânia.
A partida de Júlio César Barreto representa uma perda imensurável para a nefrologia em Goiás, mas seu legado de cuidado e dedicação continua. O gesto final da doação de órgãos, que salvou vidas, reflete a missão que ele abraçou durante toda a sua carreira, transformando o luto em esperança e reforçando a importância do ato de doar.
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