Diretora do BNDES, Luciana Costa, afirma que financiamentos para frota elétrica visam estimular a produção nacional, não importações. Saiba mais sobre a entrega de 500 novos ônibus em SP.
Olyvio Marques
Editor · Brasil · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) vai intensificar o financiamento de ônibus elétricos com foco em veículos produzidos no Brasil. A declaração foi feita pela diretora de Infraestrutura, Transição Energética e Mudança Climática, Luciana Costa, durante a entrega de 500 novos ônibus elétricos para São Paulo neste domingo (21). Atualizado em 22 de junho de 2026.
Em seu discurso, Luciana Costa estabeleceu a diretriz do banco para o setor de mobilidade sustentável. "Com todo respeito aos chineses, mas nossa missão é estimular a indústria brasileira, com os benefícios ambientais e econômicos que a produção no Brasil traz. Geração de emprego no Brasil, geração de oportunidades para o país", afirmou a diretora, conforme reportado pelo Diário do Transporte.
A fala ocorre em um momento em que fabricantes chineses, como Higer e Ankai, demonstram interesse no mercado brasileiro. No entanto, todos os 500 veículos entregues em São Paulo, grande parte financiada pelo BNDES, são de fabricação ou montagem nacional, incluindo marcas como BYD, Eletra, Mercedes-Benz, Marcopolo e Volkswagen, segundo o mesmo veículo.
A entrega dos 500 ônibus amplia a frota elétrica da capital paulista para 1.759 veículos, consolidando-a como a maior do Brasil. Em uma ação simbólica, os novos coletivos foram enfileirados em um trecho de mais de 7 km da Marginal Tietê, de acordo com a Prefeitura de São Paulo.
O prefeito Ricardo Nunes destacou o impacto ambiental da medida. "Estamos chegando a esse equivalente ambiental [de plantar 3,2 milhões de árvores por ano] e deixando de consumir 20 milhões de litros de óleo diesel", disse Nunes.
A nova frota evitará a emissão anual de mais de 45 mil toneladas de dióxido de carbono (CO₂) e reduzirá significativamente outros poluentes. Para os passageiros, os ônibus oferecem mais conforto, com ar-condicionado, Wi-Fi, entradas USB e acessibilidade, como informado pela prefeitura e pelo BNDES.
A aquisição dos veículos faz parte de um programa de investimentos de R$ 6,5 bilhões da prefeitura. O BNDES participa com um financiamento total de R$ 2,5 bilhões para a compra de até 1.300 ônibus elétricos para a capital paulista, dos quais R$ 1,9 bilhão já foram liberados, segundo o portal Brasil 247. A iniciativa apoia a meta da cidade de zerar a emissão de CO₂ de origem fóssil no transporte público até 2038, conforme a Lei Municipal 14.933/2009.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, reforçou que o financiamento está alinhado ao compromisso do governo do presidente Lula com a descarbonização e a melhoria do transporte público.
O foco principal é estimular a indústria nacional, priorizando veículos produzidos ou montados no Brasil para gerar empregos e oportunidades no país, além de promover a transição para uma mobilidade mais sustentável.
Com a entrega do novo lote de 500 veículos, a cidade de São Paulo passou a contar com uma frota de 1.759 ônibus elétricos, sendo 1.570 movidos a bateria e 189 trólebus.
Os 500 novos ônibus deixarão de consumir aproximadamente 20 milhões de litros de diesel por ano e evitarão a emissão anual de mais de 45 mil toneladas de dióxido de carbono (CO₂), impacto que equivale ao plantio de 3,2 milhões de árvores.
A declaração de Luciana Costa sinaliza uma política clara do BNDES de usar seu poder de financiamento para fortalecer a indústria nacional de veículos sustentáveis. A entrega dos 500 ônibus elétricos em São Paulo materializa essa estratégia, unindo avanços ambientais significativos com o fomento à economia local.
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