Projeto de Lei 1265/2024 propõe proibir a criação e venda de pitbulls no país. Tutores atuais teriam que castrar e registrar seus cães. Entenda a proposta.
Olyvio Marques
Editor · Brasil · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Atualizado em 6 de agosto de 2026. Um projeto de lei (PL) que tramita na Câmara dos Deputados propõe proibir a criação, comercialização e importação de cães da raça pitbull em todo o Brasil. A medida, no entanto, ainda não está em vigor e depende de aprovação no Congresso Nacional.
O Projeto de Lei 1.265/2024, de autoria do deputado Gilberto Nascimento (PSD-SP), estabelece um conjunto de regras para controlar a população da raça no país, mas não prevê o sacrifício ou o recolhimento dos animais que já possuem tutores, conforme informações de veículos de imprensa.
Caso seja aprovado, o texto implementará uma série de mudanças significativas para a raça no Brasil. O objetivo principal é impedir novos cruzamentos e, gradualmente, reduzir o número de pitbulls no país. As principais medidas são:
É importante destacar que a proposta se concentra em impedir a continuidade da raça e controlar os cães existentes, sem determinar a retirada compulsória dos animais de seus lares atuais.
O PL 1.265/2024 foi apensado (unido) a um projeto mais antigo, o PL 2.376/2003, que trata de tema semelhante. Atualmente, a proposta tramita em regime de prioridade e está na fase de "Pronta para Pauta no Plenário" da Câmara dos Deputados, segundo o sistema da casa legislativa. Isso significa que ele pode ser votado a qualquer momento, mas ainda não há uma data definida.
Para se tornar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara, depois pelo Senado Federal e, por fim, sancionado pela Presidência da República.
Na justificativa do projeto, o autor, deputado Gilberto Nascimento, afirma que a medida foi motivada pelo aumento de registros de ataques envolvendo cães da raça, incluindo casos de fugas, ferimentos graves e mortes. Incidentes de grande repercussão, como o ataque à escritora Roseana Murray em abril de 2024, têm sido citados como exemplos da necessidade de regras mais rígidas.
Especialistas em comportamento animal, no entanto, apontam que fatores como criação, socialização e responsabilidade dos tutores são determinantes para o temperamento de um cão, independentemente da raça.
Não. O projeto de lei não prevê o recolhimento, a doação compulsória ou a eutanásia de cães que já vivem com seus tutores. A proposta permite que os animais permaneçam com suas famílias, desde que as novas regras de cadastro, castração e circulação sejam cumpridas.
Os tutores deverão realizar um cadastro obrigatório do animal em órgãos de controle de zoonoses em até 90 dias, providenciar a castração em até 180 dias e, para circular em locais públicos, utilizar sempre coleira, guia e focinheira.
Sim. Embora não exista uma lei federal sobre o tema, alguns estados já possuem legislações próprias. Em Santa Catarina, um decreto de julho de 2025 proibiu a criação e comercialização da raça. Em Minas Gerais, a Lei 25.165/25 também proibiu a procriação de pitbulls e outras raças consideradas de risco.
O projeto que pode proibir a criação e venda de pitbulls no Brasil representa uma tentativa de responder a preocupações de segurança pública por meio do controle populacional da raça. A proposta ainda passará por um longo caminho legislativo e poderá sofrer alterações antes de uma decisão final. Enquanto isso, o debate entre a segurança da população e a posse responsável de animais continua.
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