Jovem de João Pessoa teve parte da cabeça raspada durante coleta para o exame toxicológico da CNH. O caso viralizou, e o laboratório admitiu a falha. Entenda o procedimento correto e seus direitos.
Olyvio Marques
Editor · Brasil · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
A influenciadora Ana Karolina, de João Pessoa (PB), denunciou um laboratório após ter uma grande quantidade de cabelo raspada durante a coleta para o exame toxicológico, procedimento obrigatório para a obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). O caso ganhou ampla repercussão nas redes sociais, levando a clínica a admitir a falha. Atualizado em 14 de julho de 2026.
Em vídeos publicados em suas redes sociais, Ana Karolina relatou que a profissional responsável pela coleta retirou uma quantidade de fios muito superior à necessária, deixando uma falha visível em seu couro cabeludo. Segundo ela, o procedimento foi realizado duas vezes no mesmo local. Na primeira tentativa, a funcionária teria alegado que a amostra não servia ou que o envelope para armazenamento havia sido danificado.
“Perguntei se ela estava cortando apenas os 3 cm necessários, e ela respondeu que sim. (...) Foi nessa segunda tentativa que ela deixou um buraco enorme e muito visível na minha cabeça”, afirmou a influenciadora, conforme noticiado pelo O Globo. Ela disse ter se sentido constrangida, abalada emocionalmente e com a autoestima afetada.
Após a repercussão do caso, o laboratório Roseanne Dore, onde o exame foi realizado, publicou uma nota admitindo o erro. “Após apuração interna, identificamos que houve uma falha no procedimento, situação que não reflete os valores de cuidado, respeito e acolhimento que fazem parte da nossa história", informou a empresa, segundo o G1.
O laboratório entrou em contato com Ana Karolina e, de acordo com uma publicação da própria influenciadora, as partes chegaram a um acordo. A clínica se comprometeu a custear o tratamento capilar e o acompanhamento psicológico para reparar os danos causados.
O procedimento de coleta para o exame toxicológico é regulamentado pela Resolução Contran nº 923. A norma estabelece diretrizes claras para evitar danos estéticos e constrangimento aos motoristas. Os principais pontos são:
Especialistas alertam que a remoção excessiva de fios, como a ocorrida com Ana Karolina, não faz parte do protocolo padrão e configura uma falha na prestação do serviço, conforme apurado pelo Estadão.
O exame toxicológico de larga janela de detecção é obrigatório para identificar o consumo de substâncias psicoativas em um período de 90 a 180 dias antes da coleta. A exigência, que antes se aplicava às categorias C, D e E, foi estendida aos candidatos à primeira habilitação nas categorias A e B para aumentar a segurança no trânsito.
A quantidade necessária é mínima, equivalente à espessura de uma carga de caneta esferográfica, com cerca de 3 cm de comprimento. O procedimento correto não deve deixar falhas visíveis ou "buracos" no couro cabeludo.
Motoristas que se sentirem lesados por uma coleta inadequada podem registrar uma reclamação na Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), procurar órgãos de defesa do consumidor, como o Procon, e registrar um Boletim de Ocorrência na polícia para buscar reparação por danos morais e estéticos.
O caso de Ana Karolina acendeu um alerta sobre a importância do cumprimento dos protocolos corretos na realização do exame toxicológico. A denúncia da influenciadora e a subsequente admissão de falha pelo laboratório reforçam o direito dos cidadãos a um serviço cuidadoso e profissional, além de destacar os canais disponíveis para buscar reparação em caso de irregularidades.
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