Conheça a trajetória de Eduardo Favaro, que conciliava a coleta de lixo em Maringá com o estágio e a faculdade de Direito. Hoje, ele atua na defesa dos trabalhadores.
Olyvio Marques
Editor · Brasil · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
A jornada de superação de Eduardo Favaro, de 31 anos, morador de Maringá, no Paraná, inspira ao mostrar como a determinação pode transformar vidas. Ex-gari da prefeitura local, ele enfrentou uma rotina exaustiva de trabalho na coleta de lixo, estágio e faculdade de Direito para conquistar a carteira da OAB e se tornar advogado trabalhista. Atualizado em 27 de novembro de 2025.
Eduardo interrompeu os estudos na adolescência para trabalhar, mas aos 20 anos decidiu retomar a formação. Em 2018, já como servidor público, começou a atuar como gari, inicialmente varrendo ruas e depois na coleta de lixo. A motivação inicial para voltar a estudar foi um adicional salarial por concluir o ensino médio, o que ele fez através do Enem, segundo entrevista ao portal Migalhas. Com uma nota acima do esperado, inscreveu-se no Prouni e foi selecionado para o curso de Direito, que escolheu quase por eliminação.
Para conciliar todas as suas responsabilidades, Eduardo montou uma rotina que poucos suportariam. Em uma fase, trabalhava na coleta das 6h às 13h, corria para o estágio e, à noite, assistia às aulas. Quando os horários entraram em conflito, ele inverteu tudo: estudava pela manhã, estagiava à tarde e trabalhava das 17h às 2h da madrugada. Foram anos sem finais de semana, com cansaço constante e estudos nos intervalos do trabalho.
Eduardo confessou que pensou em desistir várias vezes, especialmente durante a pandemia. A dificuldade de assistir às aulas online após jornadas de trabalho que terminavam de madrugada o levou a trancar o curso por seis meses. O apoio da mãe e dos colegas de trabalho foi fundamental para que ele não abandonasse seu objetivo. "Esse aí é meu advogado", recorda ter ouvido dos colegas, com orgulho.
A experiência nas ruas moldou sua perspectiva profissional. Ele relata ter presenciado de perto a realidade de trabalhadores com baixos salários e direitos desrespeitados, o que o fez enxergar o trabalhador "como pessoa, não como número". Em contrapartida, também enfrentou o preconceito, como quando um motorista gritou que ele "nunca deixaria de ser lixeiro" em um dia frio e chuvoso. Hoje, como advogado especialista em Direito do Trabalho, ele atua em um escritório com planos de abrir sua própria banca e, futuramente, ingressar no Ministério Público do Trabalho.
Eduardo Favaro é um advogado trabalhista de 31 anos, do Paraná, que ficou conhecido por sua história de superação. Ele trabalhou como gari em Maringá enquanto cursava a faculdade de Direito, conciliava o trabalho com o estágio e os estudos, e hoje atua na defesa dos direitos dos trabalhadores.
Ele organizou uma rotina extremamente rigorosa. Em um período, trabalhava na coleta de lixo das 6h às 13h, ia para o estágio e depois para a faculdade. Em outro, estudava de manhã, estagiava à tarde e trabalhava como gari das 17h às 2h da manhã, estudando nos intervalos e abdicando dos finais de semana.
Ele reconhece as dificuldades, mas incentiva a persistência. Sua mensagem é direta: "Conhecimento liberta. É o maior patrimônio que alguém pode ter. Não desista. Vá no seu ritmo, mas não desista."
A trajetória de Eduardo Favaro é um poderoso testemunho de resiliência e da importância da educação. Sua jornada, marcada por sacrifícios, preconceito e uma rede de apoio essencial, culminou na realização de um sonho que, segundo ele, começou com sua mãe e se tornou seu. Hoje, ele usa sua experiência para defender outros trabalhadores, provando que o conhecimento é, de fato, uma ferramenta de libertação.
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