Após seis meses vivendo no terminal, Fatmata Sessay consegue passagem e documentos para reencontrar o filho. Entenda a mobilização da Justiça e MP.
Olyvio Marques
Editor · Brasil · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
A cidadã de Serra Leoa, Fatmata Sessay, de 56 anos, que viveu por cerca de seis meses no Aeroporto Internacional de Belém, encerra sua longa espera nesta segunda-feira (22). Após uma mobilização que envolveu o Ministério Público e a Justiça, ela obteve a passagem e a assistência consular necessárias para viajar ao Panamá e reencontrar seu filho adolescente. Atualizado em 22 de junho de 2026.
A viagem, inicialmente marcada para esta segunda, foi adiada para 15 de agosto para finalizar trâmites burocráticos, como a emissão de vistos e a atualização da carteira de vacinação, conforme informado pelo promotor responsável ao Estadão.
A situação de Fatmata Sessay mudou após a intervenção de autoridades. O Ministério Público do Pará (MPPA) providenciou a compra da passagem aérea, um momento de grande emoção para a imigrante. "Ninguém me ajudou aqui. Só você que comprou a minha passagem. Muito obrigada. Se Deus quiser, vou encontrar meu filho e recomeçar a vida", disse ela ao promotor Nadilson Portilho, segundo relatos da Folha de S.Paulo.
Em paralelo, a Justiça Federal no Pará acatou um pedido do Ministério Público Federal (MPF) e determinou, na última sexta-feira (19), que o Governo do Pará e o Ministério das Relações Exteriores prestassem assistência consular em até 48 horas. A decisão da juíza Maria Carolina Valente do Carmo visa garantir a regularização dos documentos de viagem, incluindo os vistos para entrada na Colômbia e no Panamá, em contato com a representação diplomática de Serra Leoa, sediada em Washington.
A trajetória de Fatmata até Belém foi repleta de dificuldades. Ela deixou São Paulo, onde viveu por 18 anos, no final de 2025, com o objetivo de encontrar seu filho de 15 anos no Panamá. De acordo com reportagens do G1 e O Globo, sua viagem foi interrompida por uma série de incidentes.
Sem recursos para continuar, passou a viver no aeroporto. Durante o dia, recebia alimentação e podia tomar banho no Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro Pop). A Prefeitura de Belém confirmou que ela era assistida desde dezembro e foi incluída no Bolsa Família, mas Sessay recusou acolhimento noturno, afirmando se sentir mais segura no terminal.
O caso ganhou repercussão e mobilizou moradores de Belém, como a dona de casa Carla Livramento, que ofereceu hospedagem a Fatmata. A concessionária do aeroporto informou ter acionado os órgãos competentes desde o início.
O Ministério Público Federal, no entanto, apontou falhas no atendimento. O procurador Sadi Machado classificou a situação como "abandono institucionalizado" e sugeriu que a demora na resolução poderia envolver xenofobia e racismo. "Se fosse uma turista da Europa, isso não teria acontecido", afirmou Machado, conforme publicado pela Folha de S.Paulo.
Fatmata Sessay ficou retida em Belém após ter seu passaporte e uma passagem aérea roubados na cidade, o que a deixou sem recursos para continuar sua viagem ao Panamá para reencontrar o filho.
Fatmata Sessay é uma cidadã de Serra Leoa de 56 anos. Ela morou em São Paulo por 18 anos como ambulante antes de iniciar uma jornada para localizar seu filho de 15 anos, que vive no Panamá.
A passagem foi comprada pelo Ministério Público para 22 de junho, mas a viagem foi adiada para 15 de agosto de 2026 para finalizar a emissão de vistos e a atualização da carteira de vacinação, segundo o promotor que acompanha o caso.
Após seis meses de incertezas e vivendo em condição de extrema vulnerabilidade, a história de Fatmata Sessay caminha para um desfecho positivo. A ação conjunta do Ministério Público, da Justiça e a comoção da sociedade foram fundamentais para garantir que ela possa, em breve, seguir viagem e ter a chance de recomeçar a vida ao lado do filho no Panamá.
Diretora do BNDES, Luciana Costa, afirma que financiamentos para frota elétrica visam estimular a produção nacional, não importações. Saiba mais sobre a entrega de 500 novos ônibus em SP.
ICMBio, órgão do Governo Federal, aguarda relatório detalhado da concessionária para avaliar as medidas administrativas cabíveis contra o visitante.
Incidente ocorreu no lado brasileiro do parque; homem não se feriu e foi retirado do local por bombeiros civis.