Imigrante de 56 anos que vive há seis meses no terminal paraense teve embarque para o Panamá remarcado para agosto por falta de documentos e recusou hotel.
Olyvio Marques
Editor · Brasil · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
A viagem de Fatmata Sessay, cidadã de Serra Leoa que vive há cerca de seis meses no Aeroporto Internacional de Belém, foi adiada para 15 de agosto. A imigrante de 56 anos, que busca reencontrar o filho no Panamá, recusou uma oferta de hospedagem em hotel e optou por permanecer no terminal enquanto aguarda a regularização de seus documentos. Atualizado em 23 de junho de 2026.
O embarque de Fatmata, inicialmente previsto para 22 de junho, foi remarcado devido à falta de documentos essenciais exigidos para a entrada no Panamá e na Colômbia, país onde faria conexão. Segundo o Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), as pendências incluem a carteira internacional de vacinação contra a febre amarela, visto, comprovante de renda e comprovante de hospedagem.
O Ministério Público Federal (MPF) alertou a Justiça sobre o risco de Fatmata ser deportada ou até presa caso viajasse sem a documentação completa, o que motivou a decisão de adiar o voo para garantir uma viagem segura, conforme noticiado pelo G1 e O Globo.
Apesar da longa espera, Fatmata Sessay optou por continuar vivendo no aeroporto. De acordo com o MPPA, foram oferecidas alternativas como acolhimento institucional e até mesmo uma hospedagem em hotel, mas ela recusou todas. A imigrante alega sentir-se mais segura no terminal.
"Não quis ir para nenhum lugar porque quando saio tem gente e carros em cima de mim. Aqui me sinto segura", relatou Fatmata, segundo o Jornal de Brasília. Sua rotina diária consiste em frequentar o Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro Pop) para se alimentar e tomar banho, retornando ao aeroporto para dormir.
A saga de Fatmata começou no final de 2025, quando deixou São Paulo, onde viveu por 18 anos, para tentar encontrar seu filho de 15 anos no Panamá. Durante o percurso, ela enfrentou diversos obstáculos: relatou ter sido assaltada no Peru e, após receber ajuda para chegar ao Suriname e de lá a Belém, foi vítima de um novo roubo na capital paraense, onde perdeu o passaporte e uma passagem aérea. Sem dinheiro e documentos, o aeroporto tornou-se sua morada.
Fatmata Sessay é uma cidadã de Serra Leoa, de 56 anos, que vive no Brasil há 18 anos. Ela está no Aeroporto Internacional de Belém há aproximadamente seis meses, após ter sua viagem para reencontrar o filho no Panamá interrompida por roubos e problemas com documentos.
A nova data de embarque está prevista para 15 de agosto de 2026. No entanto, o promotor que acompanha o caso afirmou que a viagem pode ser antecipada caso a documentação necessária seja obtida antes do prazo, de acordo com a Folha de S.Paulo.
Fatmata Sessay recusou as ofertas de acolhimento por temer por sua segurança fora do terminal aéreo. Ela declarou publicamente que se sente mais segura permanecendo nas dependências do aeroporto enquanto aguarda a resolução de sua situação.
Enquanto aguarda a emissão dos documentos pendentes, Fatmata Sessay seguirá vivendo no Aeroporto Internacional de Belém, em um caso que lembra a ficção do filme "O Terminal". A situação expõe as dificuldades burocráticas enfrentadas por migrantes e a atuação de órgãos públicos para garantir seus direitos e uma viagem segura.
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Após seis meses vivendo no terminal, Fatmata Sessay consegue passagem e documentos para reencontrar o filho. Entenda a mobilização da Justiça e MP.
ICMBio, órgão do Governo Federal, aguarda relatório detalhado da concessionária para avaliar as medidas administrativas cabíveis contra o visitante.