Modelo vendido na Índia, o Skoda Kylaq, foi desenvolvido em conjunto com o Tera, mas usa plataforma simplificada e se beneficia de incentivos fiscais locais para ter preço mais baixo.
Olyvio Marques
Editor · Carros · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
A diferença de preços de veículos entre o Brasil e outros mercados frequentemente gera discussões entre os consumidores. Um caso que ilustra bem esse cenário é o do Volkswagen Tera, posicionado como o SUV de entrada da marca no Brasil com preços que partem de R$ 99.990, enquanto um modelo "primo" na Índia, o Skoda Kylaq, é vendido por valores que começam no equivalente a R$ 40 mil.
O Skoda Kylaq, um SUV subcompacto vendido na Índia, é um produto do Grupo Volkswagen desenvolvido em conjunto com o VW Tera. De acordo com a cobertura da imprensa especializada, o modelo custa a partir de 6.800 euros no mercado indiano, o que corresponde a cerca de R$ 40 mil. Ele foi projetado especificamente para aquele mercado, utilizando uma plataforma de baixo custo, a MQB-A0 na variante IN.
Além da base simplificada, o Kylaq se beneficia de incentivos fiscais indianos por ter menos de 4 metros de comprimento, uma estratégia comum para reduzir o preço final ao consumidor. O veículo é equipado com motor 1.0 TSI de 113 cv e é considerado um sucesso de vendas local, sendo exclusivo daquele país.
No mercado brasileiro, o Volkswagen Tera é o SUV mais acessível da marca, produzido no Brasil para competir com modelos como Fiat Pulse e Renault Kardian. Seus preços oficiais começam em R$ 99.990 para a versão de entrada (MPI 1.0 com câmbio manual) e podem chegar a R$ 142.290 na configuração topo de linha com pacotes adicionais.
O posicionamento do Tera visa preencher a base da linha de SUVs da Volkswagen, que inclui também Nivus, T-Cross, Taos e Tiguan, todos com faixas de preço superiores.
Apesar de serem "primos" de projeto, o VW Tera brasileiro e o Skoda Kylaq indiano não são o mesmo carro. Fontes do setor automotivo apontam que o modelo destinado ao Brasil seria diferente do indiano. A principal razão para a disparidade de preços está nas diferenças de projeto, nos custos de produção e na carga tributária de cada país.
O modelo indiano utiliza uma arquitetura descrita como uma "versão ainda mais simplificada da MQB A0", focada em redução de custos. Já o produto brasileiro, embora de entrada, precisa atender a outras exigências de segurança, acabamento e tecnologia do mercado local, além de arcar com uma carga de impostos significativamente maior, o que impacta diretamente o preço final pago pelo consumidor.
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