Líder do PL, Sóstenes Cavalcante envia ofício aos EUA após André Mendonça (TSE) ordenar exclusão de vídeo que liga PT a facções. Entenda a decisão.
Olyvio Marques
Editor · Política · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), acionou a embaixada dos Estados Unidos no Brasil nesta terça-feira (23) após uma decisão do ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que determinou a remoção de um vídeo publicado pelo parlamentar. Atualizado em 24 de junho de 2026, o caso envolve uma gravação que sugeria um suposto financiamento de facções criminosas como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) a campanhas do Partido dos Trabalhadores (PT).
A ordem de remoção partiu do vice-presidente do TSE, ministro André Mendonça, em resposta a uma representação da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV). Segundo o ministro, a publicação de Sóstenes extrapolou os limites da crítica política ao atribuir ao PT uma "imputação de fato ilícito grave" sem apresentar um "lastro mínimo" de provas, conforme noticiado pela CNN Brasil e O Globo.
No vídeo, o deputado afirmava haver "grandes suspeitas nos Estados Unidos" de que dinheiro das facções financiava o PT. Para Mendonça, a postagem tinha "caráter eleitoral" e potencial para induzir o eleitorado a erro, configurando desinformação. A decisão determinou a retirada do conteúdo em 24 horas, o que, segundo Sóstenes, foi cumprido.
Em sua defesa, Sóstenes Cavalcante argumenta que não fez uma afirmação categórica, mas apenas relatou uma suspeita que atribuiu ao governo americano. "Em nenhum momento do meu vídeo eu afirmei. Eu disse que há suspeita do governo americano", declarou o deputado a jornalistas, segundo o Estadão.
Como desdobramento, o parlamentar enviou um ofício à embaixada dos EUA e solicitou uma audiência pública com representantes do governo norte-americano para que eles esclareçam se tais suspeitas de fato existem. "Ninguém melhor do que o próprio governo americano para dizer pública e notoriamente a toda a imprensa e aos brasileiros se há ou não esse tipo de suspeita", completou, de acordo com a CartaCapital.
O vídeo foi removido por determinação do ministro André Mendonça (TSE), que o considerou desinformação eleitoral. O magistrado entendeu que a publicação fazia uma acusação grave de ligação do PT com facções criminosas sem apresentar provas mínimas, o que poderia comprometer a integridade do debate eleitoral.
Sóstenes alega que não afirmou, mas apenas mencionou a existência de "suspeitas" atribuídas ao governo dos EUA. Por isso, ele acionou a embaixada americana para que o próprio governo dos Estados Unidos esclareça a questão publicamente.
O ministro argumentou que a liberdade de expressão não protege a "imputação de fato ilícito grave" sem evidências. Ele considerou que a fórmula "há grandes suspeitas" foi usada como um recurso retórico para dar aparência de cautela a uma afirmação com alta "carga desinformativa", conforme reportado por diversos veículos.
O episódio marca um embate entre a atuação política nas redes sociais e os limites impostos pela Justiça Eleitoral para combater a desinformação. Ao cumprir a ordem judicial mas escalar o tema para a esfera diplomática, Sóstenes Cavalcante mantém o assunto em evidência, transferindo o ônus da prova para o governo americano, enquanto o TSE reforça sua posição de coibir a disseminação de acusações graves sem lastro probatório durante o período pré-eleitoral.
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