Conheça a história de Marcelo Gomes Viana Lopes, o garoto baiano que, aos 10 anos, conquistou o 3º lugar no vestibular e acumula mais de 150 medalhas.
Olyvio Marques
Editor · Educação · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Marcelo Gomes Viana Lopes, um menino baiano de apenas 10 anos, alcançou um feito notável ao ser aprovado em terceiro lugar no vestibular para Engenharia Mecânica da Universidade de Fortaleza (Unifor), no Ceará. O resultado, divulgado em 2 de outubro, ganhou repercussão nacional e destacou a trajetória do estudante, que atualmente cursa o 7º ano do ensino fundamental. Atualizado em 14 de outubro de 2026.
Conhecido como Marcelinho, o jovem estudante já possui uma carreira acadêmica impressionante. Segundo a família, ele aprendeu a ler e escrever aos dois anos e, aos seis, foi aceito na Mensa e na Intertel, sociedades internacionais para pessoas com altas pontuações em testes de inteligência. Avaliações na época indicaram um QI de 138, conforme a Escala Wechsler.
Em 2024, a família se mudou de Camaçari, na Bahia, para Fortaleza, após ele conquistar uma bolsa de estudos integral no Colégio Farias Brito. Na nova escola, ele integra uma turma voltada para olimpíadas do conhecimento.
A aprovação no vestibular é mais uma conquista em uma longa lista. Marcelinho já acumulou mais de 150 medalhas em competições científicas de matemática, física, química e robótica. Ele também participa de um programa de busca por asteroides associado à Nasa.
Em 2026, ele também foi aprovado no processo seletivo da Escola Preparatória de Cadetes do Ar (Epcar), mas não pôde prosseguir por não ter a idade mínima exigida.
A escolha pela Engenharia Mecânica foi inspirada em seu pai, Marcelo Viana Barbosa Lopes, que é perito criminal e formado na área pela Universidade Federal da Bahia (Ufba). "Ele sempre foi a minha maior inspiração. É por ele que eu quero ser engenheiro", contou Marcelinho. No entanto, seu maior sonho é se tornar astronauta.
Além dos estudos, ele atua como embaixador mirim do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e compartilha seu conhecimento no canal "Marcelinho Ensina", no YouTube.
Não. Apesar da aprovação, a legislação brasileira exige a conclusão do ensino médio para o ingresso no ensino superior. A experiência, contudo, foi considerada válida para testar seus conhecimentos.
Marcelinho faz questão de ressaltar que mantém uma vida normal de criança. Ele gosta de jogar videogame, nadar, praticar jiu-jítsu e brincar com a cachorrinha da família. "Eu ainda tenho uma infância, sou uma criança normal, mesmo gostando de estudar e passando no vestibular. Isso não anula minha infância", afirmou.
Por ser sua primeira experiência em um vestibular, ele admitiu ter ficado nervoso ao se deparar com candidatos muito mais velhos e com a estrutura da universidade. "Não vou mentir, fiquei nervoso porque era meu primeiro dia fazendo o vestibular", relembrou.
A história de Marcelo Gomes Viana Lopes é um exemplo de dedicação e talento precoce, impulsionado pelo apoio familiar e por oportunidades educacionais. Sua jornada inspira outras crianças com a mensagem que ele mesmo compartilhou: "nunca é cedo demais para realizar seus sonhos".
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