O governo federal estuda a recriação do Ciência Sem Fronteiras com uma novidade: bolsas no exterior para estudantes que vencerem olimpíadas do conhecimento. Entenda as áreas prioritárias e os próximos passos.
Olyvio Marques
Editor · Educação · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
O Ministério da Educação (MEC) está elaborando uma nova versão do programa Ciência Sem Fronteiras, que incluirá, pela primeira vez, a concessão de bolsas de estudo no exterior para alunos do ensino médio. A informação foi confirmada por veículos como O Globo e Estadão. Atualizado em 22 de junho de 2026.
A recriação do programa, que vigorou entre 2011 e 2017 e beneficiou 104 mil estudantes, foi uma promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A principal novidade é o financiamento para que jovens medalhistas de olimpíadas nacionais do conhecimento, como as de matemática, possam disputar as etapas internacionais das competições.
A proposta em estudo pelo MEC divide os beneficiários em três grupos distintos, com focos estratégicos para cada nível de ensino, conforme apurado pelo jornal O Estado de S. Paulo.
Estudantes do ensino médio que conquistarem medalhas em olimpíadas do conhecimento em âmbito nacional receberão financiamento do governo para participar das fases internacionais dessas competições fora do Brasil. Esta é a principal inovação em relação ao modelo anterior.
Para os universitários, o programa oferecerá bolsas de graduação-sanduíche (parte do curso no exterior) com foco em áreas tecnológicas e de exatas. As prioridades incluem:
No nível de pós-graduação (mestrado, doutorado e pós-doutorado), as bolsas serão direcionadas para pesquisas aplicadas em temas considerados de soberania e defesa nacional, como minerais críticos e terras raras.
Apesar de os estudos estarem em fase avançada, o governo ainda não definiu pontos cruciais para a implementação do novo programa. Segundo as fontes, ainda não há clareza sobre o orçamento total que será destinado à iniciativa, o número exato de estudantes que serão beneficiados ou a data de lançamento das primeiras seleções. A questão orçamentária é um desafio, visto que a pasta da Educação também tem outros compromissos, como a ampliação do programa Pé-de-Meia.
Lançado em 2011 durante o governo de Dilma Rousseff, o Ciência Sem Fronteiras original tinha como meta conceder 101 mil bolsas até 2014, com foco em áreas como engenharias e ciências biomédicas. O programa foi descontinuado em 2017, no governo de Michel Temer. Na época, o então ministro da Educação, Mendonça Filho, alegou que o projeto tinha um custo elevado e resultados limitados, citando dificuldades dos estudantes com o idioma estrangeiro e a falta de critérios claros para a seleção dos bolsistas.
O programa contemplará três grupos: estudantes do ensino médio vencedores de olimpíadas do conhecimento, universitários de graduação em áreas tecnológicas e pesquisadores de pós-graduação (mestrado, doutorado e pós-doutorado) em áreas de soberania nacional.
Não. O Ministério da Educação ainda está estudando a proposta e não há definição sobre o orçamento, o número de vagas ou a data de início das seleções.
O programa foi descontinuado em 2017 pelo governo Temer sob a justificativa de alto custo para o orçamento público e resultados considerados limitados, devido a problemas como a baixa proficiência em inglês de parte dos bolsistas.
A recriação do Ciência Sem Fronteiras representa um esforço para fortalecer a produção científica e acadêmica brasileira, alinhando-se a uma promessa de campanha do presidente Lula. A inclusão inédita de alunos do ensino médio e o foco em áreas estratégicas como inteligência artificial e soberania nacional são os grandes diferenciais da nova proposta, que aguarda definições orçamentárias para sair do papel.
Governo confirma novo Pé-de-Meia para universitários do CadÚnico a partir de 2027. Saiba quem terá direito à bolsa de R$ 700 e ao saque de R$ 10 mil.
Otoniel Souza, do sertão da Bahia, celebra formatura na USP ao lado dos pais. Conheça a história de superação e orgulho que inspira o Brasil.
Após 28 anos, o IDP, fundado por Gilmar Mendes, torna-se universidade com chancela do MEC. A conquista foi celebrada em evento com autoridades. Saiba mais.
Conheça a história de Marcelo Gomes Viana Lopes, o garoto baiano que, aos 10 anos, conquistou o 3º lugar no vestibular e acumula mais de 150 medalhas.