Caso inédito no México: um husky siberiano de 3 anos receberá pensão mensal e terá despesas veterinárias divididas após separação dos tutores. Entenda.
Olyvio Marques
Editor · Mundo · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Uma decisão inédita no México determinou que um homem pague pensão alimentícia para Lucas, um cachorro da raça husky siberiano de três anos, após a separação de seus tutores. Atualizado em 8 de agosto de 2026, o caso, julgado por um Tribunal de Família em Tabasco, estabeleceu um pagamento mensal de 700 pesos mexicanos (cerca de R$ 208) e a divisão de 50% dos gastos veterinários para garantir o bem-estar do animal.
A disputa judicial começou quando a tutora do cão, identificada como Estela (ou Doña Blanquita em algumas reportagens), decidiu incluir Lucas no processo de separação de seu ex-parceiro, com quem conviveu por 14 anos. Segundo ela, o animal sempre foi uma responsabilidade compartilhada e não seria justo que ela arcasse com todos os custos sozinha após o término, conforme relatado ao jornal local Xevt.
O processo, iniciado em maio de 2025, durou quase dez meses. A defesa argumentou que, durante o relacionamento, o casal oferecia a Lucas um estilo de vida com cuidados constantes, passeios e viagens, e que esse padrão deveria ser mantido. "O mais importante é defender meu cachorro, zelar pelo seu bem-estar", afirmou Estela, de acordo com o jornal O Globo.
A advogada Bellanila Hernández, que representou o caso gratuitamente, afirmou que a decisão reflete uma mudança na forma como a sociedade entende o vínculo entre humanos e animais. "Os animais de estimação agora fazem parte da família; pertencem à família multiespécie", declarou, segundo o Estado de Minas. O valor estipulado, embora cubra menos da metade dos custos reais de manutenção do husky, é visto como um marco legal.
Este caso é considerado o primeiro do tipo em Tabasco e abre um precedente importante para futuras disputas sobre a guarda e o sustento de animais de estimação em casos de divórcio no país. A decisão pode motivar futuras reformas legislativas para regulamentar o tema de forma específica.
A Justiça determinou o pagamento mensal de 700 pesos mexicanos (aproximadamente R$ 208), além da obrigação do ex-tutor de arcar com 50% de todas as despesas veterinárias do animal.
A decisão foi baseada no princípio de responsabilidade compartilhada. O tribunal reconheceu que, como o animal foi adquirido e cuidado por ambos durante o relacionamento, os custos para garantir seu bem-estar deveriam continuar sendo divididos após a separação.
É um conceito jurídico que reconhece a formação de famílias compostas por seres humanos e seus animais de companhia. Ele considera o forte vínculo afetivo e de dependência recíproca, tratando os animais como membros do núcleo familiar e não como meros objetos.
Não. A decisão foi emitida por uma juíza de primeira instância em Tabasco e, portanto, aplica-se diretamente apenas ao caso de Lucas. No entanto, ela serve como um precedente legal que pode influenciar outros juízes em casos semelhantes e motivar mudanças na legislação nacional.
O caso de Lucas representa um avanço significativo no reconhecimento dos direitos dos animais no contexto familiar. Ao garantir uma pensão alimentícia para o husky, a Justiça mexicana abre um importante debate sobre a responsabilidade legal e afetiva dos tutores após uma separação, tratando os pets como seres sencientes e membros da família.
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