Uma forte chuva derrubou uma árvore e deixou filhotes de gavião desabrigados. Entenda os riscos para a fauna e saiba como agir para salvar animais silvestres.
Olyvio Marques
Editor · Notícias · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Após uma tempestade intensa, um morador encontrou dois filhotes de gavião caídos no quintal de sua casa, entre os galhos de uma árvore derrubada pelo vento. A cena, que se repete em diversas cidades, destaca como eventos climáticos extremos afetam diretamente a vida selvagem. Atualizado em 22 de junho de 2026.
Tempestades com ventos fortes, que podem atingir velocidades de até 65 km/h, representam um perigo significativo para a fauna urbana e rural. A força do vento é capaz de derrubar árvores e, consequentemente, destruir ninhos, deixando filhotes vulneráveis no chão. Em Campo Grande, por exemplo, um temporal resultou no resgate de filhotes de gavião-pombo e araras-canindé que caíram de seus abrigos.
Além das quedas, descargas elétricas também são uma ameaça. Em um caso registrado no Piauí, um único raio matou oito bovinos durante uma chuva, ilustrando o poder letal desses fenômenos.
Encontrar um animal silvestre ferido, como um gavião, exige cuidado e ação rápida. A primeira orientação é não tentar manusear o animal sem proteção adequada, pois aves de rapina possuem bicos e garras poderosas que podem causar ferimentos graves. Um biólogo recomenda o uso de luvas de proteção e uma caixa de transporte para garantir a segurança tanto do animal quanto da pessoa que o resgata.
Os órgãos corretos a serem acionados são a Polícia Militar Ambiental e o Corpo de Bombeiros. No entanto, um morador de Itapetininga (SP) que encontrou um gavião ferido relatou dificuldades para conseguir ajuda, sendo orientado a procurar diferentes instituições. A persistência é fundamental para garantir o resgate adequado.
Sim. Após um temporal em Campo Grande, a Guarda Civil Metropolitana socorreu quatro animais silvestres, incluindo um filhote de gavião-pombo encontrado no quintal de uma residência e três filhotes de arara-canindé que caíram de uma palmeira.
Diferente das aves, os filhotes de porquinho-da-índia nascem muito desenvolvidos. Eles já começam a ingerir alimentos sólidos com apenas três dias de vida, embora a mãe os amamente por cerca de três semanas. Segundo especialistas, a mãe não costuma rejeitar os filhotes após o contato com humanos, mas o manuseio deve ser evitado nas primeiras horas.
As dietas são completamente diferentes. O gavião é uma ave carnívora que se alimenta de pequenos vertebrados, como lagartos, sapos e roedores. Já os filhotes de porquinho-da-índia comem o mesmo que os adultos: feno, ração peletizada e frutas frescas ricas em vitamina C.
A descoberta de filhotes de gavião após uma tempestade serve como um lembrete da vulnerabilidade da vida selvagem diante de eventos climáticos. Ações informadas e o acionamento das autoridades competentes são cruciais para garantir que esses animais tenham uma chance de sobreviver e retornar à natureza.
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