O Phoenix Species Project, com US$ 200 milhões de DiCaprio e Bezos, selecionou 100 espécies ameaçadas. Conheça os 5 animais do Brasil que fazem parte da iniciativa.
Olyvio Marques
Editor · Meio Ambiente · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Cinco espécies de animais brasileiros, incluindo o muriqui-do-norte e a saíra-apunhalada, foram selecionadas para a maior iniciativa filantrópica mundial dedicada a salvar espécies da extinção. Atualizado em 5 de agosto de 2026. O Phoenix Species Project, lançado com um investimento inicial de US$ 200 milhões (mais de R$ 1 bilhão) pela Re:wild, de Leonardo DiCaprio, e pela Bezos Foundation, visa recuperar 100 das espécies mais ameaçadas do planeta.
Lançado em 4 de agosto de 2026, o Phoenix Species Project é a maior iniciativa filantrópica individual dedicada exclusivamente à recuperação de espécies classificadas como 'criticamente em perigo' e 'extintas na natureza' pela Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), conforme informado pela própria organização. O projeto é uma colaboração entre a Re:wild, cofundada pelo ator Leonardo DiCaprio, e o Bezos Earth Fund, do fundador da Amazon, Jeff Bezos.
Com um investimento inicial de US$ 200 milhões, o programa atuará em 30 países para proteger mamíferos, anfíbios, répteis, aves, peixes, invertebrados e plantas. A iniciativa se diferencia por prever um suporte contínuo de cinco anos para cada espécie, garantindo tempo para que as populações se recuperem, de acordo com a Re:wild. Mais de 100 parceiros, incluindo governos, comunidades locais e populações indígenas, liderarão os trabalhos de campo.
"Ao proteger essas espécies, também protegemos as florestas, as áreas úmidas, as savanas e os oceanos dos quais elas dependem", afirmou DiCaprio em comunicado.
As espécies brasileiras selecionadas habitam principalmente a Mata Atlântica e o Cerrado, biomas severamente ameaçados. As informações sobre cada uma foram detalhadas pelo portal Conexão Planeta.
Endêmico da Mata Atlântica, este primata é considerado 'criticamente ameaçado' devido à destruição de seu habitat na Bahia, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Estima-se que restem menos de 900 indivíduos na natureza.
Com cerca de 50 indivíduos em vida livre em uma única região de Cataguases (MG), esta perereca está entre os anfíbios mais ameaçados do Brasil. Programas de reprodução em cativeiro, no entanto, já registraram mais de 500 nascimentos em 2026.
Nativa do Cerrado, a espécie foi redescoberta em 2015 após 75 anos desaparecida. Apesar do feito, continua 'criticamente ameaçada', com apenas onze aves observadas em seu habitat natural no último censo de 2025.
Este minúsculo sapo, com até 20 milímetros, tem como único habitat a vegetação de restinga no Espírito Santo, uma área ameaçada pela expansão imobiliária. O tamanho de sua população é desconhecido.
Acreditava-se que esta ave da Mata Atlântica estava extinta até ser redescoberta em 1990. Graças a esforços de conservação, a população cresceu para cerca de 20 indivíduos, que vivem na região serrana do Espírito Santo.
O projeto é financiado pela Re:wild, cofundada por Leonardo DiCaprio, e pelo Bezos Earth Fund, com um compromisso inicial de US$ 200 milhões. Outras entidades como a Age of Union e a Todd Graves Family Foundation também apoiam a iniciativa, segundo fontes como a Rolling Stone Brasil.
O objetivo é apoiar a recuperação de 100 espécies classificadas como 'criticamente em perigo' ou 'extintas na natureza' pela Lista Vermelha da IUCN, atuando em 30 países para reverter o declínio da biodiversidade.
As estratégias incluem programas de reprodução em cativeiro, translocação de indivíduos, controle de espécies invasoras, restauração de habitats e manejo de doenças. As ações serão lideradas por mais de 100 parceiros locais e internacionais.
O Phoenix Species Project representa uma esperança e um novo modelo de financiamento a longo prazo para a conservação. Para o Brasil, a inclusão de cinco espécies endêmicas e criticamente ameaçadas na iniciativa é uma oportunidade crucial para reverter o caminho da extinção e proteger ecossistemas vitais como a Mata Atlântica e o Cerrado.
O Mar Morto está recuando e revelando nascentes de água doce em suas margens. Entenda a explicação geológica por trás das dolinas e a relação com profecias.
Cerca de 60 filhotes de tubarão-limão foram vistos na Baía do Sueste, em Fernando de Noronha, reforçando a importância da área como berçário. Saiba mais.
Avistou uma bandeira roxa na areia? Este sinal alerta para a presença de animais marinhos perigosos, como águas-vivas. Saiba como agir com segurança.
Uma baleia-franca e seu filhote foram vistos no Arpoador, RJ, com uma rede de pesca na cabeça. Saiba os riscos para a espécie e o que fazer ao avistar o animal.