Uma capivara com grave ferimento nas costas mobiliza moradores e equipes da Prefeitura no Parque Tingui. Saiba o estado do animal e por que o resgate ainda não ocorreu.
Olyvio Marques
Editor · Meio Ambiente · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Uma capivara com um ferimento exposto nas costas tem gerado preocupação entre moradores e frequentadores do Parque Tingui, em Curitiba. Atualizado em 5 de dezembro de 2024, equipes da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMMA) seguem tentando realizar o resgate do animal para tratamento, mas as operações ainda não tiveram sucesso.
O animal foi visto pela primeira vez na última semana de novembro, já com a lesão visível e a pata traseira esquerda paralisada, segundo relatos de moradores à imprensa. Desde então, a comunidade local tem acionado a Prefeitura de Curitiba através do telefone 156, somando ao menos cinco protocolos de pedido de ajuda, conforme noticiado pelo G1.
Em nota, a SMMA confirmou que foi informada sobre o caso e que tenta capturar a capivara há uma semana. As equipes da Rede de Proteção Animal estiveram no local em diversas ocasiões, mas o animal, assustado, sempre se refugia na água, dificultando a captura. A secretaria informou que as buscas continuam.
Biólogos da prefeitura que avaliaram o animal à distância acreditam que se trata de um macho jovem. A principal hipótese é que o ferimento tenha sido causado por uma briga com outro macho do grupo, em uma disputa por território e fêmeas, uma ocorrência comum entre a espécie.
Segundo o veterinário especialista em animais silvestres, Marcos Ono, em entrevista ao G1, quanto mais tempo o animal demora para ser tratado, maior o risco de sequelas permanentes. Embora a capivara aparente ser apta para tratamento e reabilitação, a demora pode impedir seu retorno à vida livre na natureza.
Não. Até a última atualização, em 4 de dezembro de 2024, as equipes da Secretaria Municipal do Meio Ambiente ainda não haviam conseguido capturar o animal para atendimento, pois ele se refugia na água durante as tentativas. As operações de resgate continuam.
A principal suspeita dos técnicos da prefeitura é que o ferimento seja resultado de uma briga com outra capivara macho, disputando território ou fêmeas dentro do próprio bando.
Não. A orientação da Prefeitura de Curitiba é que as pessoas não tentem interagir com as capivaras, pois são animais silvestres e podem ser agressivos. Além disso, são protegidos pela Lei de Crimes Ambientais. A ajuda deve ser solicitada através dos canais oficiais, como o telefone 156.
A situação da capivara ferida no Parque Tingui destaca a complexidade do manejo de fauna silvestre em áreas urbanas. Enquanto moradores demonstram preocupação e solidariedade, as equipes técnicas da prefeitura enfrentam desafios para realizar um resgate seguro. A expectativa é que o animal seja capturado em breve para receber o tratamento veterinário necessário.
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