A remoção de mais de 150 árvores da espécie casuarina em Torres atende a uma ordem judicial. Saiba por que a planta é considerada invasora e ameaça o ecossistema.
Olyvio Marques
Editor · Meio Ambiente · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
O corte de mais de 150 árvores da espécie casuarina nas praias ao sul de Torres, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul, ocorre em cumprimento a uma determinação judicial do Ministério Público Federal (MPF) e da Procuradoria-Geral da União (PGU). A medida visa controlar uma espécie exótica invasora que prejudica o ecossistema local. Atualizado em 29 de julho de 2026.
A casuarina (Casuarina equisetifolia) é uma árvore originária da Austrália e da Indonésia, classificada como espécie exótica invasora no Brasil. De acordo com a Secretaria do Meio Ambiente e Urbanismo de Torres, sua alta capacidade de dispersão e os impactos negativos sobre os ecossistemas nativos são os principais problemas. A planta libera substâncias no solo que dificultam o crescimento de outras espécies, comprometendo a regeneração da vegetação de restinga, essencial para a estabilidade das dunas.
Conforme nota da prefeitura, os principais efeitos negativos incluem:
A remoção dos mais de 150 exemplares na Praia Real foi uma resposta direta a uma ação judicial movida pelo MPF e pela PGU contra o município. Segundo o secretário do Meio Ambiente, Douglas Gomes, um processo individual de um morador resultou em uma ordem judicial que estabeleceu um prazo até 29 de julho para o corte naquele ponto específico, sob risco de multas diárias. A ação faz parte de um plano de manejo mais amplo, que prevê a remoção de cinco a seis mil casuarinas em um trecho de 20 quilômetros da orla.
A medida gerou críticas de moradores e veranistas da Praia Real, que utilizavam a sombra das árvores como área de lazer. "Era a extensão dos nossos jardins", afirmou a empresária Marcia Merlin em entrevista ao portal GZH. Em resposta, a Prefeitura de Torres informou que, após a remoção da espécie invasora, será realizado o plantio de vegetação nativa de restinga, como capim-da-praia e margarida-das-dunas. Essas espécies ajudam a estabilizar a areia, reduzir a erosão e fortalecer a proteção natural do litoral.
Serão plantadas espécies nativas de restinga, como capim-da-praia e margarida-das-dunas, que são adaptadas às condições costeiras e contribuem para a recuperação ambiental da área, conforme informado pela Prefeitura de Torres.
O plano de manejo da prefeitura prevê o corte de cinco a seis mil exemplares de casuarinas ao longo de um trecho de aproximadamente 20 quilômetros, entre o balneário Paraíso e os Molhes.
Não. A casuarina é uma espécie exótica originária da Austrália e da Indonésia. Ela foi introduzida no Brasil e se tornou invasora devido à sua alta capacidade de adaptação e dispersão, prejudicando os ecossistemas locais.
O corte das casuarinas em Torres é uma medida de gestão ambiental necessária e respaldada pela justiça, visando a preservação do ecossistema costeiro do Litoral Norte gaúcho. Embora a ação tenha impacto na paisagem e nos hábitos da comunidade local, o objetivo é substituir a espécie invasora por vegetação nativa, recuperando a biodiversidade e a proteção natural das dunas a longo prazo.
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