Imagem comovente do fotógrafo Federico Veronesi, que mostra uma elefanta carregando um bezerro sem vida, foi a grande vencedora do Wildlife Photographer of the Year.
Olyvio Marques
Editor · Meio Ambiente · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Atualizado em 20 de outubro de 2026. A imagem comovente de uma elefanta carregando o corpo de um filhote morto na Namíbia foi a grande vencedora do prêmio Wildlife Photographer of the Year 2026, um dos mais prestigiados concursos de fotografia de natureza do mundo, organizado pelo Museu de História Natural de Londres.
Intitulada "The Aftermath" (As Consequências), a fotografia do italiano Federico Veronesi se destacou entre um recorde de 65.403 inscrições de 121 países, de acordo com informações do museu. A cena, que levanta questões sobre o luto e a cognição animal, revelou-se ainda mais complexa do que parecia inicialmente.
O fotógrafo Federico Veronesi, radicado no Quênia desde 2002, rastreava elefantes no leito seco do rio Huab, na Namíbia, quando notou marcas de arrasto incomuns na areia. Ao alcançar o grupo, ele se deparou com a fêmea carregando o filhote sem vida, com a perna do pequeno animal encaixada entre sua presa e a tromba, conforme relatado por Veronesi em diversas fontes.
A presidente do júri, Kathy Moran, descreveu a fotografia como um "soco no estômago" e "prova de que os animais têm cognição", destacando seu impacto emocional e intelectual.
O que torna a cena ainda mais complexa é uma descoberta posterior: a elefanta que carregava o filhote não era a mãe. Segundo Christin Winter, diretora da ONG Elephant Human Relations Aid (EHRA), a fêmea de 14 anos perdeu seu próprio filhote dois anos antes. Desde então, ela foi vista carregando os natimortos de outras mães em quatro ocasiões distintas, um comportamento nunca antes documentado na região.
Para Veronesi, a revelação "certamente agrega ainda mais profundidade sobre as emoções destas criaturas", como se a elefanta tentasse se reconectar com sua própria perda ao longo dos anos.
Especialistas sugerem que a atitude da elefanta pode ser uma forma de "processamento emocional" ou uma tentativa de proteger o corpo dos predadores. O episódio reforça estudos sobre os complexos laços sociais dos elefantes, que já foram observados demonstrando interesse pelos corpos de companheiros mortos, tocando-os e permanecendo próximos a eles.
A população de elefantes do deserto da Namíbia tem diminuído nos últimos 20 anos, enfrentando estresse ambiental e conflitos com humanos, o que resulta em uma alta e preocupante taxa de mortalidade de filhotes, segundo a EHRA.
A foto vencedora foi "The Aftermath" (As Consequências), do fotógrafo italiano Federico Veronesi. Ela retrata uma elefanta carregando seu filhote morto no vale do rio Huab, na Namíbia.
Não. Pesquisadores da ONG Elephant Human Relations Aid revelaram que a elefanta em questão havia perdido seu próprio filhote dois anos antes e foi vista repetindo esse comportamento com os filhotes natimortos de outras fêmeas.
A imagem destaca a complexidade emocional e cognitiva dos elefantes, levantando debates sobre o luto e o trauma em animais. Além disso, chama a atenção para os desafios de conservação enfrentados pelos elefantes do deserto da Namíbia.
A vitória de "The Aftermath" no Wildlife Photographer of the Year 2026 transcende a excelência técnica da fotografia. A imagem e sua história de fundo oferecem uma janela para a profundidade dos sentimentos dos elefantes, reforçando a urgência de proteger não apenas a espécie, mas o bem-estar de cada indivíduo.
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