Conheça a trajetória de Maia, que passou 30 anos em circos e 5 acorrentada antes de ser acolhida pelo Santuário de Elefantes Brasil. Saiba como é sua nova vida.
Olyvio Marques
Editor · Meio Ambiente · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
A elefanta asiática Maia, após passar cerca de 30 anos em circos e outros cinco anos acorrentada em uma fazenda, encontrou um novo lar no Santuário de Elefantes Brasil (SEB), em Chapada dos Guimarães, Mato Grosso. Atualizado em 22 de junho de 2026, sua história é um marco na luta pelo bem-estar de animais resgatados de cativeiro na América do Sul.
A trajetória de Maia no Brasil começou na década de 1970, quando foi trazida da Ásia, ainda filhote, para trabalhar em espetáculos circenses. Durante aproximadamente três décadas, sua vida foi marcada por apresentações e viagens em condições precárias. Em 2010, após uma fiscalização do Ibama, ela e sua companheira Guida foram confiscadas de um circo na Bahia, de acordo com reportagens da época.
No entanto, a liberdade não veio de imediato. Sem um local adequado para recebê-las, as elefantas foram levadas para uma fazenda em Paraguaçu, Minas Gerais. Lá, permaneceram por cerca de cinco anos, mantidas acorrentadas e separadas, o que gerava estresse e impedia o convívio natural entre elas, conforme relatado por especialistas do santuário.
A vida de Maia mudou definitivamente em 11 de outubro de 2016, quando chegou ao Santuário de Elefantes Brasil. Ela e Guida foram as primeiras habitantes do local, um espaço de 1,1 mil hectares projetado para oferecer um ambiente natural e seguro para a recuperação de elefantes. A viagem de 1.600 quilômetros de Minas Gerais a Mato Grosso foi um marco para a organização.
No santuário, Maia, que antes carregava o rótulo de "menina má" devido ao estresse do cativeiro, floresceu. Longe das correntes e do confinamento, ela se tornou mais dócil e estabeleceu um forte laço com Guida. O espaço aberto permitiu que ela explorasse a vegetação, tomasse banhos de lama e vivesse de acordo com seus instintos.
Atualmente, Maia é descrita por seus cuidadores como uma elefanta com movimentos exuberantes e uma essência gentil. Apesar de seu tamanho, é considerada extremamente delicada e cooperativa. Ela demonstra grande prazer em atividades simples, como cochilar ao lado de uma árvore ou saborear suas comidas favoritas, especialmente mangas.
Sua evolução é contínua, e sua autoconfiança cresce a cada dia. A história de Maia no santuário simboliza a possibilidade de recuperação física e psicológica para animais que sofreram longos períodos de maus-tratos.
O Santuário de Elefantes Brasil (SEB) está localizado em uma área rural no município de Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 km de Cuiabá, no estado de Mato Grosso. O local não é aberto para visitação pública para garantir a tranquilidade dos animais.
Maia foi confiscada de um circo pelo Ibama em 2010. Após o confisco, ela foi mantida em uma fazenda em Minas Gerais por cinco anos. Em 2016, a organização Santuário de Elefantes Brasil conseguiu realizar sua transferência para a nova casa em Mato Grosso.
De acordo com o Santuário de Elefantes Brasil, a idade estimada de Maia é de cerca de 50 anos. Não há registros precisos de sua data de nascimento, pois ela foi capturada na natureza ainda filhote.
A história da elefanta Maia é um poderoso lembrete dos danos causados pelo cativeiro e da incrível capacidade de resiliência dos animais. Sua jornada, de uma vida de exploração em circos e isolamento em uma fazenda para a paz e dignidade no Santuário de Elefantes Brasil, inspira os esforços de conservação e proteção animal em todo o continente.
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