Após décadas em um fosso de cimento na Argentina, a elefanta Pocha e sua filha viajaram 3.600 km até um santuário no Brasil. Conheça sua emocionante história.
Olyvio Marques
Editor · Meio Ambiente · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
A história da elefanta Pocha, de 56 anos, é uma jornada de resiliência que a levou de um fosso de cimento na Argentina a um santuário natural no Brasil. Após décadas em cativeiro, ela e sua filha Guillermina, que nunca havia pisado em terra, foram protagonistas de uma megaoperação de resgate, viajando mais de 3.300 km para finalmente viver em liberdade. Atualizado em 22 de junho de 2026.
Durante décadas, Pocha e sua filha Guillermina viveram em um recinto de menos de 400 metros quadrados no antigo zoológico de Mendoza, hoje Ecoparque, na Argentina. O local era descrito como um "poço" ou "fosso" de cimento, onde os animais não conseguiam ver o horizonte, segundo o secretário de Meio Ambiente de Mendoza, Humberto Mingorance, em reportagem do G1. Guillermina, com 22 anos na época do resgate, nasceu e cresceu nesse ambiente, sem nunca ter conhecido um habitat natural.
A transferência de mãe e filha exigiu uma megaoperação logística que durou cinco dias e meio e percorreu mais de 3.300 quilômetros. A viagem, que mobilizou mais de 30 profissionais, incluindo cuidadores e policiais, culminou com a chegada ao Santuário de Elefantes Brasil (SEB), localizado em Chapada dos Guimarães, Mato Grosso. O santuário foi criado em 2016 para acolher elefantes resgatados de cativeiro na América Latina. O primeiro contato dos animais com a terra e a vegetação foi um momento de estranhamento inicial, seguido de exploração e alegria, como relatado por veículos que cobriram a chegada.
No santuário, Pocha pôde ver sua filha Guillermina experimentar a vida em um ambiente natural pela primeira vez, interagindo com outras elefantas como Bambi, Mara e Rana. Infelizmente, a liberdade de Pocha foi breve. Cerca de cinco meses após sua chegada, ela faleceu. A causa da morte não foi imediatamente confirmada, mas suspeita-se que estivesse relacionada a problemas de saúde decorrentes dos longos anos em cativeiro. A reação de Guillermina e da manada foi comovente, com os outros elefantes oferecendo apoio e conforto, um comportamento que demonstrou os fortes laços que haviam sido criados em pouco tempo, conforme detalhado pelo santuário.
Pocha vivia com sua filha Guillermina em um recinto subterrâneo de cimento no Ecoparque de Mendoza, na Argentina, um espaço inadequado que as privava de um ambiente natural, segundo relatos da imprensa e autoridades.
Pocha viveu por aproximadamente cinco meses no Santuário de Elefantes Brasil, em Mato Grosso, antes de seu falecimento, conforme noticiado pelo portal RDNEWS.
Guillermina continua a viver no santuário. Após a morte da mãe, ela foi amparada pela nova manada, encontrando apoio em outras elefantas residentes, o que foi fundamental para seu processo de luto e adaptação.
A história de Pocha, embora com um final agridoce, simboliza a luta pelo fim do cativeiro de animais selvagens. Sua jornada de 3.600 km não foi apenas um deslocamento geográfico, mas uma transição do confinamento para a dignidade. Seus últimos meses de vida permitiram que ela presenciasse a alegria de sua filha em um ambiente natural, deixando um legado de esperança e reforçando a importância de santuários para a reabilitação de animais resgatados.
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