Superpopulação de jabutis em praça de Adamantina (SP) mobiliza autoridades. Entenda por que 180 animais ainda aguardam vagas em centro de triagem.
Olyvio Marques
Editor · Meio Ambiente · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
A Prefeitura de Adamantina, no interior de São Paulo, enfrenta um desafio logístico para transferir 180 jabutis que vivem na Praça Euclides Romanini. A situação é resultado de uma superpopulação que chegou a 250 animais, causada pelo abandono e reprodução descontrolada da espécie, que não é nativa da região. Atualizado em 26 de junho de 2026.
A proliferação dos jabutis na praça é atribuída principalmente ao abandono dos animais por moradores ao longo de vários anos. Segundo Eder Bonfain, secretário de Agricultura, Abastecimento e Meio Ambiente de Adamantina, a isso se somou a reprodução natural entre os jabutis já presentes no local, o que aumentou gradualmente a população.
A espécie encontrada é o jabuti-piranga (Chelonoidis carbonaria), nativo das regiões Norte, Centro-Oeste e Nordeste do Brasil. De acordo com os órgãos ambientais, a espécie nativa do estado de São Paulo é o jabuti-tinga (Chelonoidis denticulata).
A transferência dos 180 jabutis restantes depende da disponibilidade de vagas no Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras-SP). A operação é complexa e realizada de forma gradual para garantir o bem-estar dos animais.
Um primeiro grupo de 70 jabutis já foi remanejado em 8 de junho para a Reserva Santa Sofia, em Mato Grosso do Sul, após passar por avaliação clínica no Cetras. Para que esse recebimento fosse possível, o Cetras precisou primeiro enviar outros 80 jabutis já reabilitados para a mesma reserva, liberando espaço, conforme detalhado pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil). Enquanto aguardam, os animais na praça recebem cuidados diários, com alimentação e monitoramento.
Atualmente, 180 jabutis permanecem na Praça Euclides Romanini aguardando a transferência. Um grupo de 70 animais já foi realocado.
Trata-se do jabuti-piranga (Chelonoidis carbonaria), uma espécie não nativa do estado de São Paulo. O remanejamento é necessário porque o ambiente urbano da praça não oferece as condições adequadas para a espécie, além de ser uma questão de manejo de fauna fora de sua área de ocorrência natural.
Os animais são encaminhados ao Cetras-SP para avaliação clínica e sanitária. Após a reabilitação, são destinados a locais seguros e adequados, como a Reserva Santa Sofia, no Mato Grosso do Sul, que já recebeu o primeiro grupo.
A situação dos jabutis em Adamantina evidencia as consequências do abandono de animais e a complexidade do manejo de fauna silvestre. A transferência, coordenada por diversas secretarias e pela Polícia Ambiental, segue um planejamento cuidadoso que depende da capacidade de centros de reabilitação, mostrando a importância de uma logística especializada para garantir a segurança e o bem-estar dos répteis.
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