Após anos em condições precárias no antigo zoológico de Luján, 30 leões e tigres foram transferidos para santuários na África do Sul e nos EUA. Entenda.
Olyvio Marques
Editor · Meio Ambiente · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Atualizado em 17 de agosto de 2026. Uma complexa operação internacional garantiu um novo futuro para 30 grandes felinos, incluindo 13 leões e 17 tigres, que viviam em condições precárias no antigo zoológico de Luján, na Argentina. Os animais foram transferidos para santuários na África do Sul e nos Estados Unidos, onde iniciam uma nova fase após anos de confinamento em recintos inadequados.
O zoológico de Luján, localizado a aproximadamente 70 quilômetros de Buenos Aires, foi fechado em 2020 após denúncias de maus-tratos e irregularidades. Segundo a organização internacional de proteção animal Four Paws, o local chegou a abrigar cerca de 200 grandes felinos. Com o fechamento, os animais sobreviventes permaneceram em condições de abandono, muitos desenvolvendo problemas de saúde.
Uma avaliação veterinária em grande escala, realizada antes da transferência, identificou uma série de problemas graves nos animais. Foram constatadas doenças renais e hepáticas, ferimentos abertos, deformações ósseas e infecções severas, com alguns leões precisando ter parte da cauda amputada. A organização Four Paws assumiu a responsabilidade direta por 62 felinos em 2025, custeando alimentação e tratamento enquanto planejava o resgate.
Coordenada pela Four Paws em parceria com autoridades argentinas, a transferência foi uma das maiores e mais complexas já realizadas pela organização. O procedimento envolveu meses de preparação, incluindo vacinação, implantação de microchips e um processo de adaptação para que os animais se acostumassem com as caixas de transporte.
A logística exigiu planejamento veterinário rigoroso e transporte aéreo especializado para garantir a segurança dos felinos durante a longa jornada.
Nesta operação específica, iniciada em agosto de 2026, foram resgatados 30 grandes felinos, sendo 13 leões e 17 tigres. Mais de 20 outros felinos ainda permanecem no local aguardando uma solução.
Os animais foram divididos em dois grupos. Metade foi para o santuário LIONSROCK na África do Sul, e a outra metade para o The Wild Animal Sanctuary no Colorado, Estados Unidos.
O zoológico foi fechado em 2020 após graves denúncias e constatações de maus-tratos, condições inadequadas para os animais e por permitir uma proximidade perigosa entre visitantes e felinos selvagens.
O resgate dos leões e tigres de Luján é um marco na luta pelo bem-estar animal. A operação não apenas salvou dezenas de vidas, mas também destacou a necessidade de regras mais rígidas contra a manutenção privada e o comércio de animais selvagens. Para estes 30 felinos, a chegada aos santuários representa o fim de uma vida em jaulas de concreto e o início de um capítulo com mais espaço, dignidade e cuidados adequados.
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