Considerada extinta na região desde os anos 1980, a lontra-do-sul (huillín) foi redescoberta no Parque Nacional Los Alerces. Entenda a importância do achado.
Olyvio Marques
Editor · Meio Ambiente · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Atualizado em 28 de agosto de 2026. Após quatro décadas sem registros confirmados, a lontra-do-sul (Lontra provocax), conhecida localmente como huillín, voltou a ser detectada no Parque Nacional Los Alerces, na província de Chubut, na Patagônia Argentina. O achado, confirmado por guarda-parques nas últimas semanas, representa um marco para a conservação e sugere um processo de recolonização da espécie, que era considerada praticamente extinta na área desde a década de 1980.
Rastros da lontra-do-sul foram encontrados no setor do rio Grande, dentro do parque. Embora avistamentos esporádicos tenham ocorrido desde 2019, as evidências recentes confirmam a presença contínua do mamífero na região, segundo informações da administração do parque. A descoberta foi possível graças a um esforço conjunto que incluiu a colaboração de moradores locais, guias de pesca e operadores turísticos, cujos relatos ajudaram a direcionar as equipes de monitoramento para pontos específicos.
O Parque Nacional Los Alerces, criado em 1937 e declarado Patrimônio Mundial Natural pela Unesco em 2017, agora se torna um ponto focal para entender as condições ambientais que permitiram o retorno do huillín.
O huillín é uma lontra nativa dos rios e lagos do sul da Argentina e do Chile. Este mamífero pode atingir até 1,30 metro de comprimento e pesar entre 8 e 15 quilos. Sua dieta é composta principalmente por um caranguejo de rio chamado pancora, além de peixes e moluscos.
A presença do huillín é um forte bioindicador da qualidade da água, pois a espécie só habita ecossistemas aquáticos limpos, com vegetação densa nas margens para se abrigar. Seu retorno é um sinal positivo sobre a saúde das bacias hidrográficas do parque.
Na Argentina, a lontra-do-sul está classificada como criticamente ameaçada de extinção. O declínio de suas populações foi causado pela caça histórica para comercialização de sua pele, pela alteração de seu habitat e pela introdução de espécies exóticas invasoras, como o vison-americano.
Para proteger o processo de recolonização, as autoridades do parque reforçaram recomendações aos visitantes, como:
O retorno do huillín é significativo porque a espécie atua como um bioindicador, sinalizando que os ecossistemas aquáticos do Parque Nacional Los Alerces estão saudáveis e limpos, condição essencial para sua sobrevivência.
Os rastros foram confirmados no setor do rio Grande, dentro dos limites do Parque Nacional Los Alerces, localizado na província de Chubut, na Patagônia Argentina.
As principais ameaças incluem a degradação de seu habitat (margens de rios e lagos), a poluição da água, a caça histórica por sua pele e a competição com espécies invasoras, como o vison-americano.
A redescoberta da lontra-do-sul no Parque Nacional Los Alerces após 40 anos é uma vitória para a conservação na Patagônia. O evento reforça a importância das áreas protegidas e do monitoramento contínuo para a recuperação de espécies ameaçadas, trazendo esperança para a biodiversidade da região.
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