Veja registros impressionantes de fotógrafos que ficam cara a cara com onças-pintadas no Pantanal. Saiba como a dedicação resulta em imagens únicas da vida selvagem.
Olyvio Marques
Editor · Meio Ambiente · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Registrar uma onça-pintada em seu habitat natural no Pantanal é o objetivo de muitos fotógrafos de vida selvagem, uma meta que pode exigir anos de dedicação e longas jornadas. Atualizado em 22 de junho de 2026, diversos encontros recentes revelam a paciência e a sorte necessárias para ficar cara a cara com o maior felino das Américas.
A busca pela imagem perfeita de uma onça-pintada pode levar anos. O fotógrafo André Bittar, por exemplo, esperou seis anos para realizar o sonho de fotografar o felino. O encontro aconteceu na região do Salobra, em Miranda (MS), a uma distância de apenas cinco metros do animal, um momento que ele descreveu como a "realização de um sonho" após uma longa espera, conforme relatado ao G1.
Os registros capturados no Pantanal mostram diferentes facetas do comportamento das onças. O fotógrafo Henrique Olsen flagrou um macho imponente, apelidado de Marques, com um ferimento no focinho, possivelmente resultado de uma batalha territorial. O animal, descrito como "selvagem, desconfiado, forte e evasivo", não estava acostumado com a presença humana e permitiu apenas alguns cliques antes de retornar à mata.
Em outra ocasião, na região de Porto Jofre, o fotógrafo Dann Paiva capturou a cena de uma onça-pintada adulta atravessando um rio, destacando sua força e elegância no Parque Estadual Encontro das Águas, considerado o maior refúgio da espécie em Mato Grosso.
A região de Porto Jofre, em Poconé (MT), especialmente dentro do Parque Estadual Encontro das Águas, é amplamente reconhecida como um dos principais locais para avistamento de onças-pintadas, sendo um destino frequente para fotógrafos e turistas.
Embora seja o maior predador das Américas, os encontros documentados geralmente ocorrem com uma distância segura. O pescador Bruno Girotto ficou a seis metros de uma onça no Rio Aquidauana. No entanto, é crucial respeitar o espaço do animal, como no caso da onça Marques, que demonstrou desconforto com a proximidade humana, reforçando a necessidade de cautela.
A dieta da onça-pintada é variada. Registros fotográficos já flagraram o felino caçando presas como sucuris e anacondas. O fotógrafo Bruno Sartori também registrou a onça Aracy com o rosto coberto de sangue logo após uma caça, evidenciando seu papel como predador de topo na cadeia alimentar do bioma.
Cada registro fotográfico de uma onça-pintada no Pantanal não é apenas uma imagem impressionante, mas também um lembrete da importância da conservação deste ecossistema. As câmeras de monitoramento, como as usadas pelo Instituto Homem Pantaneiro, também desempenham um papel vital, registrando o comportamento desses animais sem interferência humana e fornecendo dados cruciais para a proteção da espécie.
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