Capturada após 48 dias, a onça-pintada de Mandaguari está em quarentena no Zoológico de Cascavel para exames. Saiba sobre seu estado de saúde e os próximos passos.
Olyvio Marques
Editor · Meio Ambiente · · 3 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
A onça-pintada capturada em Mandaguari, no norte do Paraná, segue em quarentena no Zoológico Municipal de Cascavel, onde passa por uma série de exames de avaliação clínica. Atualizado em 3 de julho de 2026, o animal, um macho adulto de aproximadamente 90 quilos, está sob acompanhamento de especialistas que monitoram seu estado de saúde antes de uma futura reintrodução à natureza.
A operação para capturar o felino, que durou 48 dias, foi encerrada na madrugada de quinta-feira (2). A força-tarefa, iniciada em 16 de maio, envolveu uma colaboração entre o Instituto Água e Terra (IAT), Ibama, Polícia Militar Ambiental, Corpo de Bombeiros e Defesa Civil, conforme detalhado por múltiplos órgãos. O animal, com idade estimada em seis anos, foi avistado em uma área rural e monitorado para garantir a segurança da população e do próprio felino.
Após a captura, uma primeira avaliação veterinária em campo indicou que a onça estava em boa condição de saúde. O procedimento foi considerado um sucesso, seguindo protocolos para minimizar o estresse do animal.
No Zoológico de Cascavel, o animal, agora identificado com o nome de "Mandaguari", foi colocado em um recinto de quarentena totalmente isolado, sem contato visual ou físico com humanos. Segundo a bióloga do zoológico, Valnice Pereira de Oliveira, o objetivo é preservar seus comportamentos naturais para a reintrodução na natureza. Até mesmo a alimentação é feita sem que ele veja os tratadores.
Durante o período de observação, que deve durar entre 30 e 60 dias, a onça será submetida a exames complementares, como análises de sangue, exames de imagem e coleta de material genético para pesquisa. Além disso, será instalado um radiocolar para permitir o monitoramento após sua soltura.
O destino final do felino será definido em conjunto pelo IAT, Ibama e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). A decisão sobre o local mais adequado para a soltura levará em conta critérios técnicos, como corredores ecológicos e áreas apropriadas para a conservação da espécie, que é considerada criticamente ameaçada de extinção no Paraná. O objetivo principal é garantir que o animal retorne com segurança ao seu habitat natural e contribua para a preservação genética da espécie.
A captura foi decidida como a alternativa mais segura para garantir a proteção tanto da população local quanto do próprio animal, uma vez que ele estava em uma área com presença humana. A medida visa preservar a vida do felino, que pertence a uma espécie criticamente ameaçada no estado.
A expectativa é que a onça-pintada permaneça no Zoológico de Cascavel por um período de 30 a 60 dias para a realização de todos os exames e avaliações necessárias antes de ser considerada apta para a soltura.
O local exato da soltura ainda não foi definido. A decisão será tomada por órgãos ambientais com base em estudos técnicos para encontrar um habitat seguro e adequado que contribua para a conservação da espécie, não sendo necessariamente o mesmo local da captura.
A onça-pintada de Mandaguari representa um importante caso de manejo da fauna silvestre no Paraná. Atualmente sob cuidados especializados no Zoológico de Cascavel, o animal passa por uma fase crucial de avaliação de saúde que definirá os próximos passos para seu retorno seguro à natureza, reforçando os esforços de conservação de uma espécie icônica e ameaçada.
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