Monitoramento no Parque Nacional do Itatiaia revela 38 espécies, incluindo a onça-parda e o raro tatu-de-rabo-mole-grande. Veja os destaques da fauna.
Olyvio Marques
Editor · Meio Ambiente · · 2 min de leitura
Imagem: gerada por IA / Portal PULSE NEWS BRASIL
Um novo monitoramento da fauna no Parque Nacional do Itatiaia, no Rio de Janeiro, registrou 38 espécies de animais vertebrados por meio de armadilhas fotográficas. A iniciativa confirmou a presença de espécies ameaçadas de extinção, como a onça-parda, e flagrou animais que ainda não haviam sido vistos neste ano. Atualizado em 24 de agosto de 2026.
A segunda campanha de monitoramento de 2026, fruto de uma parceria entre o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a Associação Onçafari e a Jaguar Land Rover (JLR), obteve 2.448 registros em foto e vídeo. Deste total, 1.118 imagens permitiram a identificação de 19 espécies de mamíferos e 19 de aves, totalizando 38 espécies, segundo informações do G1.
Entre os destaques estão o registro da jaritataca (Conepatus semistriatus) e do tatu-de-rabo-mole-grande (Cabassous tatouay), espécies que ainda não haviam sido capturadas pelas lentes em 2026. Além disso, as câmeras flagraram diversos filhotes de queixada e quati, indicando atividade reprodutiva na região.
O levantamento confirmou a presença de animais que constam em listas oficiais de conservação. De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, foram flagrados:
Em uma campanha anterior, realizada entre fevereiro e abril, as câmeras já haviam registrado uma fêmea de gato-do-mato-pequeno acompanhada de um filhote, um sinal positivo de que a espécie está se reproduzindo na área protegida, conforme noticiado pelo jornal O Dia.
O monitoramento também revelou a presença de animais domésticos e exóticos dentro dos limites do parque. Foram registrados 20 cães domésticos, 37 cavalos e 22 javalis. Os javalis, uma espécie exótica invasora, foram vistos exclusivamente na parte alta da unidade de conservação e representam um risco ao equilíbrio ambiental local, como aponta o portal Resende News.
A cooperação técnica, iniciada em 2024, visa gerar informações sobre a fauna silvestre para apoiar ações de pesquisa e conservação ambiental no Parque Nacional do Itatiaia, o mais antigo do Brasil, criado em 1937.
Esta campanha mais recente registrou 38 espécies (19 de mamíferos e 19 de aves). Uma campanha anterior, realizada entre fevereiro e abril de 2026, havia identificado 36 espécies de vertebrados.
Foram flagrados animais como a onça-parda (Quase Ameaçada), o queixada (Vulnerável) e o gato-do-mato-pequeno (Em Perigo). Outras espécies como o gato-maracajá e o gato-mourisco, ambos classificados como Vulneráveis, também foram vistas em levantamentos anteriores no parque.
Os resultados do monitoramento contínuo no Parque Nacional do Itatiaia são essenciais para entender a dinâmica da fauna local e reforçam a importância da unidade de conservação como um refúgio para a biodiversidade da Mata Atlântica. A presença confirmada de espécies ameaçadas e de filhotes sublinha a urgência de manter e ampliar os esforços de proteção contra ameaças como a presença de espécies invasoras.
Um furão-da-Amazônia criado como animal de estimação foi resgatado após se tornar agressivo. Saiba qual o destino do animal e por que a prática é crime.
O Audubon Photography Awards 2026 premiou imagens incríveis, como um colhereiro na Flórida e um corujão no Chile. Veja os vencedores e as fotos que destacam a beleza e os desafios das aves.
Conheça a história de Richart Sowa, que construiu a Joyxee Island no México com garrafas recicladas, criando uma casa autossuficiente com jardins e mangues.
Conheça a história da Mymba Kuéra, a monumental operação que salvou quase 39 mil animais durante a construção da usina de Itaipu em 1982. Veja como foi.